Bombas e rockets “choveram” em Israel após assassinato de líder jihadista

O ataque israelita responsável pela morte de um líder jihadista, desencadeou uma troca de bombardeamentos entre Israel e Palestina. Netanyahu é acusado de usar o conflito para resolver o impasse político no país.

O conflito entre Israel e Palestina está cada vez mais aceso, principalmente após um ataque israelita ter morto Baha Abu Al-Atta, um dos líderes da Jihad Islâmica, na madrugada de segunda-feira. A mulher do alto dirigente islâmico também morreu durante o ataque.

Em resposta, ‘choveram’ mais de 200 projéteis sobre Israel, lançados pelo Estado Islâmico, fazendo soar os alarmes nas zonas mais próximas de Gaza e de Tel Aviv. Os israelitas não demoraram a reagir à investida e bombardearam o lado palestiniano de Gaza, matando pelo menos 18 pessoas, de acordo com informações da Al Jazeera.

Os meios de comunicação estatais sírios também acusaram Israel de, na terça-feira, terem lançado mísseis sobre a casa do jihadista Akram al-Ajouri, que acabou por matar duas pessoas, incluindo um dos seus filhos. Até ao momento, Tel Aviv não respondeu às acusações.

“Israel executou dois ataques coordenados, na Síria e em Gaza, como declaração de guerra”, disse Khaled Al-Batsh, líder da Jihad Islâmica, citado pela Reuters. Como tal, prometeu vingar a sua morte com os ataques levadas a cabo durante a última madrugada.

“Quem pensar que é possível magoar os nossos cidadãos e escapar ao nosso longo braço está enganado”, disse Netanyahu. Segundo o The Jerusalem Post, Mohammad Shtayyeh, primeiro-ministro palestiniano, reagiu num tweet: “Israel deve interromper imediatamente a sua contínua agressão contra o nosso povo em Gaza“.

Shtayyeh apelou ainda à ONU para tomar medidas e ajudar os palestinianos em Gaza e na Cisjordânia. “Pedimos às Nações Unidas que forneçam proteção internacional ao nosso povo, que continua sujeito a violações e crimes israelitas”, escreveu.

Além disso, o primeiro-ministro da Palestina acusou ainda os políticos israelitas de se estarem a aproveitar do conflito com o seu país para resolver o impasse político vivido em Israel. “Não devia ser permitido que os participantes nas eleições de Israel usem o sangue palestiniano como cartão eleitoral”, lê-se na sua conta de Twitter.

Segundo o The Independent, até mesmo em Israel, alguns dos opositores políticos de Netanyahu acusam o atual primeiro-ministro de usar os ataques para ganhar apoio e “salvar a sua própria pele”. Netanyahu lidera atualmente um Governo interino após duas eleições inconclusivas.

ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. As aspas não são necessárias em «choveram», pois o verbo também tem o sentido de «desabar», «precipitar», cair. Refazendo a frase: «Em resposta, choveram mais de 200 projéteis sobre Israel.»

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