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Bélgica reforça medidas nas escolas com terceira vaga no horizonte

A Bélgica, que regista um novo surto de novas infeções por covid-19, quer “tornar as escolas tão seguras quanto possível”, uma vez que se tornaram um dos principais locais de contágio, disse ontem o primeiro-ministro belga, Alexander De Croo.

Embora o objetivo continue a ser evitar o encerramento de escolas, novas medidas contra a Covid-19 foram pedidas para segunda-feira aos ministros da Educação das três comunidades linguísticas, disse o chefe do Governo e numa conferência de imprensa após uma reunião sobre a crise sanitária no país.

“As nossas escolas são agora um lugar onde muitas crianças apanham o coronavírus e correm o risco de o transmitir aos seus pais. Devemos tentar torná-las o mais seguras possível”, disse De Croo.

O uso de máscaras, até agora imposto a alunos de pelo menos 12 anos de idade, será “obrigatório” a partir de segunda-feira também para crianças dos dois últimos níveis da escola primária (com 10 e 11 anos de idade), uma medida já aplicada na Flandres há vários dias.

Para o governo, é necessário “apertar o torniquete agora” a fim de cumprir os dois principais objetivos a médio prazo: um regresso completo dos alunos do ensino secundário às aulas a 19 de abril (após as duas semanas de férias da Páscoa) e a reabertura dos cafés e restaurantes a partir de 1 de maio.

Para o conseguir, é necessário no próximo mês “reduzir drasticamente os contactos e a mobilidade”, disse o ministro da Saúde, Frank Vandenbroucke, na rádio Bel-RTL, apelando também aos empregadores para aplicarem mais o teletrabalho.

Nos “setores de risco”, ou seja, locais de construção ou empresas onde as distâncias são difíceis de respeitar, os testes antigénicos começarão a ser feitos a partir de segunda-feira.

Outras decisões, tomadas na reunião, incluem o adiamento da reabertura dos parques temáticos, que estava originalmente prevista para o início de abril, e a obrigação de ocupar apenas um lugar em cada dois nos comboios no fim de semana.

Frank Vandenbroucke lamentou uma “onda de contaminações” ligada à maior contagiosidade da variante inglesa, que representa agora dois terços das estirpes do vírus que circulam na Bélgica.

Neste país de 11,5 milhões de pessoas, onde a pandemia já matou mais de 22.600 pessoas, houve cerca de 5.200 novas infeções só na segunda-feira, de acordo com números oficiais.

Na semana passada, a média diária de novas infeções – quase 3.300 – saltou 34% em relação aos sete dias anteriores, o que é “considerável”, disse um porta-voz das autoridades de saúde.

  // Lusa

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