Belenenses 0-2 Benfica | Rafa Silva destrói resistência azul

O Benfica foi ao Jamor vencer o Belenenses por 2-0, num jogo muito complicado para as “águias”, em especial no primeiro tempo, mas que acabou resolvido na etapa complementar.

Rafa Silva foi o “abre-latas” de serviço, com uma exibição de grande nível coroada com um golo e uma assistência e com o primeiro GoalPoint Rating de 10.0, logo à segunda jornada. O Belenenses foi muito consiste no meio-campo e na defesa, com os seus três centrais a colocarem muitos problemas aos avançados benfiquistas.

O jogo explicado em números

  • Logo aos sete minutos, Raúl de Tomás, primeiro, e depois Haris Seferovic falharam o golo quase feito, na mesma jogada. O Benfica entrou bem no jogo e acutilante no ataque, mas faltava eficácia no último terço, e aos poucos foi perdendo o domínio dos acontecimentos.
  • No primeiro quarto-de-hora, as “águias” registavam somente 47% de posse de bola e os mesmos remates (1) do Belenenses, embora com o único enquadrado. Contudo eram os “azuis” a mostrar qualidade no passe, com 86% de eficácia contra 79% dos visitantes, e a registar também os únicos três cantos.
  • À passagem da meia-hora o Benfica era claramente a equipa mais perigosa, com cinco remates contra dois, dois disparos enquadrados, mas uma desinspiração total na hora de finalizar. O Belenenses colocava muitos jogadores no “miolo”, a complicar a construção “encarnada”. Rafa Silva, com três tentativas de drible, todas com sucesso, era dos mais interventivos no jogo.
  • Em cima do intervalo, Kikas aproveitou uma escorregadela de Rúben Dias para se isolar, permitindo, contudo, a defesa de Vlachodimos.
  • O nulo ao descanso reflectia a excelente organização do Belenenses, a travar o futebol benfiquista no ataque, mas também no meio-campo.
  • Apesar dos 11 remates das “águias” na primeira parte, a verdade é que tirando dois lances consecutivos, os “encarnados” não tentaram alvejar a baliza nas melhores condições, chegando a esta fase com um expected goals (xG) de somente 1,1.
  • Raúl de Tomás foi o mais perdulário, com uma ocasião flagrante desperdiçada, mas também Kikas falhou um desses lances ao cair do pano.
  • O melhor nesta fase era Rafa Silva, com um GoalPoint Rating de 7.8, com destaque para as seis tentativas de drible, cinco com sucesso, três remates (dois enquadrados) e os dois passes para finalização.
  • A pressão benfiquista intensificou-se no arranque da segunda parte e o golo acabou por surgir. Rafa Silva combinou com Pizzi, o médio deixou para o extremo e este rematou forte e colocado à entrada da área, para um tento de belo efeito. Ao sétimo disparo na segunda parte, primeiro com boa direcção, as “águias” colocavam-se na frente.
  • Os campeões nacionais descobriram a fórmula para furar a defesa “azul” e evitar que os anfitriões causassem perigo. Por volta dos 65 minutos, os homens da Luz registavam já 58% de posse de bola na segunda parte e 91% de eficácia de passe, para além dos tais sete disparos contra um do Belenenses.
  • Bom jogo de Nuno Coelho do lado do Belenenses. O central registava, aos 70 minutos, um rating de 7.3, com uma ocasião flagrante criada, sete passes longos certos em 12 tentativas e 13 acções defensivas, com destaque para um corte decisivo.
  • Aos 79 minutos, um erro de Nuno Tavares deu a Nicolás Vélez a possibilidade para marcar, mas com a baliza à sua mercê, atirou ao lado. Aos poucos os “azuis” reagiam à desvantagem e criavam perigo, chegando aos 80 minutos com 47% de posse de bola e três remates, mas todos sem a melhor direcção.
  • O Benfica acabou por fazer o 2-0 aos 84 minutos, por Haris Seferovic, mas o golo acabou anulado por fora-de-jogo do suíço, após visualização do VAR. O jogo parecia controlado pelos “encarnados”, que iam aproveitando a subida do Belenenses no terreno para criar perigo. E foi assim que surgiu o golo (válido).
  • Já nos descontos, Rafa Silva fugiu em velocidade pela esquerda, assistiu Pizzi e o médio, descaído para a direita, rematou cruzado e colocado para o 2-0, ao 22º remate, 11º na segunda parte, quinto enquadrado no total.

O melhor em campo GoalPoint

Jogo de grande qualidade de Rafa Silva, o grande obreiro da vitória benfiquista. O extremo mostrou grande qualidade em praticamente todos os momentos de jogo e terminou a partida com um raro GoalPoint Rating de 10.0, que coloca um ponto final, à segunda jornada, no nosso passatempo.

O internacional luso abriu o activo num dos seis remates que realizou (três enquadrados), fez a assistência para o segundo tento, num total de quatro passes para finalização, completou seis de oito tentativas de drible, três deles no último terço do terreno, e ainda sofreu cinco faltas. Imparável.

Jogadores em foco

  • Nuno Coelho 7.6 – As dificuldades do Benfica para marcar tiveram como principal responsável Nuno Coelho. O central foi uma autêntica muralha, com 17 acções defensivas, entre as quais quatro intercepções, três bloqueios de remate e um corte decisivo, e ainda criou uma ocasião flagrante de golo.
  • Pizzi 7.5 – Mais um jogo, mais um golo e uma exibição de nível. O médio marcou o segundo tento benfiquista e assistiu Rafa para o 1-0, terminando ainda com seis passes para finalização.
  • Álex Grimaldo 7.1 – O mais activo no Jamor, com 102 acções com bola, mais 24 que o segundo, o belenense Gonçalo Silva. Para além disso, realizou quatro remates, todos desenquadrados, fez três passes para finalização e cinco desarmes.
  • Ferro 6.8 – Jogo competente do central benfiquista, que dominou por completo no futebol aéreo – ganhou os quatro duelos aéreos defensivos em que participou. Para além disso, completou sete dos nove passes longos que realizou e somou ainda quatro intercepções.
  • Gonçalo Silva 6.4 – O segundo melhor dos “azuis” também é central. Gonçalo terminou a partida com 16 acções defensivas, com destaque para cinco alívios e quatro bloqueios de remate, e esteve muito bem no passe, com sete entregas longas certas em dez.
  • Florentino Luís 6.0 – Sem tanto trabalho defensivo na segunda parte, o “trinco” benfiquista teve de se esforçar na primeira. No total realizou oito intercepções, novo máximo nesta fase ainda precoce da Liga, errou apenas três de 45 passes e recuperou dez vezes a posse de bola.

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