Baviera perdeu o rasto a 949 infetados. 903 pessoas já foram localizadas

Mueller / MSC / Wikimedia

Markus Söder, presidente do estado alemão da Baviera

Problemas de computação de dados deixaram milhares de pessoas sem saber se estavam infetadas. O estado alemão já conseguiu localizar 903 das 949 pessoas que testaram positivo.

O estado alemão da Baviera anunciou que já conseguiu localizar 903 das 949 pessoas infetadas com covid-19 a quem se tinha perdido o rasto nas últimas semanas, avança o jornal online Observador.

Este foi um problema que surgiu devido a falhas e atrasos na computação de dados que deixaram cerca de 44 mil pessoas, a maioria viajantes, incluindo turistas vindos de outros países, sem saber se tinham tido teste positivo ou negativo.

Segundo o jornal digital, estas pessoas voluntariaram-se para fazer testes à covid-19 em centros instalados em autoestradas e estações de comboio e de autocarro, uma das medidas anunciadas com pompa e circunstância pelo Governo local.

As autoridades explicaram que as dificuldades se deveram a uma procura maior do que a esperada por estes testes. Inicialmente, o processo implicava o preenchimento dos dados pessoais em papel, informações que, depois, eram inseridas à mão em folhas Excel por voluntários.

Um caos que levou a secretária estadual de Saúde, Melanie Huml, a colocar o lugar à disposição. O Governo local acabou por contratar empresas privadas para ajudar com a computação dos dados, que passou a ser feita totalmente de forma digital.

Esta segunda-feira, a Alemanha identificou 561 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um número inferior aos registados na semana passada, mas descarta, para já, novo relaxamento das medidas de contenção.

A Alemanha registou, desde o início da pandemia de covid-19, um total de 224.014 casos, entre os quais 202.100 já foram considerados curados. Houve, nas últimas 24 horas, mais uma vítima mortal para um total de 9232.

O país voltou a superar, na semana passada, os mil casos diários, números atingidos pela última vez em maio. O Governo já manifestou preocupação e reiterou o apelo à utilização de máscaras de proteção e à conservação da distância de segurança.

  ZAP // Lusa

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