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Banif divide Sampaio da Nóvoa e Marisa Matias

@mmatias / Flickr

Marisa Matias e António Sampaio da Nóvoa protagonizaram na RTP o primeiro debate televisivo das Presidenciais 2016

António Sampaio da Nóvoa considerou esta sexta-feira, no primeiro debate televisivo entre candidatos presidenciais, que a solução adotada para o Banif foi “a menos má”, mas Marisa Matias rejeitou-a, afirmando que não teria promulgado o Orçamento retificativo.

No frente a frente, transmitido na RTP, em canal aberto, com a duração de 25 minutos, os dois escusaram-se a antecipar o que farão se o Governo do PS ficar novamente sem o apoio dos partidos que o suportam no parlamento – BE, PCP e PEV – como aconteceu com o Orçamento retificativo, viabilizado com a abstenção do PSD.

No início do debate, questionados sobre o que os distingue, Marisa Matias e Sampaio da Nóvoa não apontaram nada em concreto. Depois, interrogados sobre a solução adotada para o Banif, manifestaram divergências.

“Julgo que esta foi a menos má das soluções”, disse o antigo reitor.

“Eu não concordo que essa solução seja boa”, contrapôs a eurodeputada do Bloco de Esquerda, discordando que se continue a “ir buscar dinheiro aos contribuintes”.

Marisa Matias adiantou que se fosse Presidente “não promulgava” o Orçamento retificativo apresentado na sequência do resgate ao Banif e referiu que na União Europeia têm sido adotadas medidas de resolução diferentes, mas não especificou qual a solução que preconiza.

Para além desta divergência, a eurodeputada do BE demarcou-se do exercício de funções presidenciais de António Ramalho Eanes, que apoia Sampaio da Nóvoa e que este aponta como uma das suas referências.

Marisa Matias quis “deixar claro que não me revejo no modelo preconizado por Ramalho Eanes, que enquanto Presidente independente usou as suas funções para criar um partido político nessa altura”.

O jornalista moderador do debate, José Rodrigues dos Santos, observou nesse ponto que “no seu caso, já tem um partido político”.

O antigo reitor realçou o facto de não ser “um candidato apresentado por um partido”.

Mais à frente, foi Sampaio da Nóvoa quem se referiu ao facto de Marisa Matias ser a candidata do Bloco de Esquerda às presidenciais.

“Uma candidatura apresentada por um partido político, como é o caso da sua candidatura, é totalmente legítima, e não tem nem mais nem menos legitimidade do que a minha”, disse Sampaio da Nóvoa.

Agora, são candidaturas diferentes. Há uma marca de diferença na maneira como esta minha candidatura é apresentada”, considerou o professor universitário.

Sampaio da Nóvoa acrescentou que tem a certeza de que numa segunda volta das eleições presidenciais os dois estarão “juntos em torno de uma candidatura” contra Marcelo Rebelo de Sousa, a quem se referiu como “o candidato de Pedro Passos Coelho e de Paulo Portas”.

Estes dois candidatos da área da esquerda declaram-se a favor da solução de governação atual, assente em acordos entre o PS e os partidos à sua esquerda, e subscreveram totalmente a redação da Constituição da República, considerando desnecessárias quaisquer alterações ao texto em vigor.

Bom Dia

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