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Banco de Portugal faz novas acusações contra o Montepio. Coima pode chegar aos 10 milhões

Rodrigo Antunes / Lusa

O Banco de Portugal (BdP) fez uma nova acusação contra o banco Montepio no mês de março. A entidade acusou a instituição de prestar falsas informações acerca dos rácios de capital.

De acordo com o Jornal de Negócios, o Banco de Portugal (BdP) entidade liderada por Carlos Costa, considera que o banco Montepio prestou falsas informações acerca dos rácios de capital na altura em que era liderada por Tomás Correia e, depois, por José Félix Morgado.

“Em março de 2020, o Banco Montepio foi notificado pelo BdP de um procedimento administrativo relacionado com 11 alegadas violações das regras de cálculo dos fundos próprios e da prestação de informação periódica”, lê-se num prospeto do banco, citado pelo jornal.

O documento indica que as eventuais violações aconteceram nos anos de 2013, 2014 e 2016, num período em que o Banco Montepio era liderado por António Tomás Correia (até 2015) e depois por Félix Morgado. Este gestor acabou por sair em 2018 em rutura com Tomás Correia e o seu lugar foi ocupado por Carlos Tavares, atual chairman do Montepio. A comissão executiva é agora chefiada por Pedro Leitão.

O processo foi aberto em 2017. Agora, o Montepio arrisca uma coima que pode ir até aos 10 milhões de euros.

A instituição bancária já afirmou que “pretende defender-se conta estas alegações” num processo que se junta a outros em que o banco é acusado pelo regulador do setor financeiro.

Há outros processos contra o Montepio que estão numa fase mais avançada. O banco foi condenado a uma coima única no valor de 400 mil euros, depois de o BdP ter detetado, em 2015, falhas nos mecanismos de prevenção de branqueamento de capitais. No total, são 16 alegadas violações, numa acusação com que o banco não se conforma.

  ZAP //

 

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