A Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, AVIPG, pondera uma acção colectiva contra o Estado e pretende constituir-se como assistente no inquérito que investiga as causas e os culpados do fogo que começou naquele concelho em junho.
Em nota enviada à Lusa, em que anuncia a celebração da escritura da constituição da associação, a AVIPG diz que, “nas ações mais imediatas, pretende constituir-se como assistente no inquérito que investiga as causas e culpados do grande incêndio que assolou os sete concelhos do Pinhal Interior, causando 64 mortos e mais de 200 feridos”.
A nota acrescenta que a associação de vítimas do incêndio que assolou Pedrógão Grande “pondera uma acção colectiva contra o Estado. E não vai parar por aqui“.
Na estratégia da Associação “estão acções que passam pela União Europeia e pelo Tribunal dos Direitos do Homem, por um anteprojecto de lei para vítimas em caso de catástrofes, acções sobre a resiliência das comunidades locais e um conjunto alargado de medidas de combate à inércia das instituições e formação das populações em matéria de incêndios florestais, entre outras ações”.
“Quase três meses após a tragédia de Pedrógão Grande, um conjunto de 47 familiares das vítimas, feridos e amigos das vítimas uniram-se para lutar contra o estado de coisas que conduziu à maior tragédia de vidas humanas em incêndios florestais em Portugal e na Europa”, especifica a nota.
A associação quer reduzir ainda as burocracias e fala em “pressões e dificuldades iniciais em obter a lista de vítimas mortais”.
O incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande no dia 17 de junho, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos, e só foi dado como extinto uma semana depois. Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta, equivalente a 75 mil campos de futebol.
O fogo, que atingiu também Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, do distrito de Leiria, chegou ainda aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra e Penela.
// Lusa
Uma brasileira é a associação de vítimas de Pedrógão?!