Arrefecer Terra e expedições à Antártida: O que vai marcar a Ciência em 2019

Experiências para arrefecer a Terra e expedições à Antártida para estudar o impacto das alterações climáticas são algumas das iniciativas que deverão marcar este ano na ciência mundial, segundo uma antevisão divulgada esta semana pela revista especializada Nature.

Num contexto de aumento das emissões poluentes, este ano poderão realizar-se as primeiras experiências para tentar arrefecer o planeta através de geo-engenharia solar, uma técnica em que se usam partículas pulverizadas na estratosfera para refletir alguma percentagem dos raios solares.

O glaciar Thwaites será o destino da maior missão internacional à Antártida em 70 anos, em que cientistas britânicos e norte-americanos investigarão o estado daquela gigantesca e instável massa de gelo, que alguns estudos colocam em risco de derreter completamente no espaço de um ou dois séculos.

No fim de 2019, outra expedição, de cientistas europeus, apontará para debaixo do gelo antártico para recolher uma amostra de uma camada com 1,5 milhões de anos e tentar obter o mais antigo registo intocado das condições climatéricas e atmosféricas da Terra.

O maior radiotelescópio do mundo, situado na China, deverá estar completamente operacional e disponível para cientistas de todo o mundo em setembro próximo, permitindo olhar o universo com um poderoso instrumento de 149 milhões de euros.

No campo da genética, 2019 será ainda marcado pelo anúncio feito pelo chinês He Jiankui no ano passado do nascimento de gémeas humanas geneticamente alteradas, o que motivou condenação da comunidade científica, que se comprometeu a arranjar um conjunto de boas práticas e mecanismos de regulação de alteração de ADN humano.

A terminar 2019, a China poderá aparecer na frente da lista dos países que mais investem em investigação, enquanto na União Europeia se discutirá como aplicar 100 mil milhões de euros em ciência, ainda sem certezas sobre se os investigadores britânicos poderão beneficiar desse investimento, com a saída do Reino Unido do bloco europeu.

Em março, saber-se-á se o Japão sempre está disponível para receber o sucessor do acelerador de partículas instalado no CERN, na fronteira entre a França e a Suíça, um projeto de 6 mil milhões de euros para aprofundar o estudo de partículas como o Bosão de Higgs.

No Canadá, deverão ser divulgados estudos sobre o cultivo e biologia da canábis, legalizada naquele país em outubro passado, e começará a funcionar o primeiro centro académico dedicado exclusivamente à planta.

ZAP // Lusa

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