Árbitros admitem boicotar jogos de Serena Williams

Daniel Murphy / EPA

Os árbitros de ténis admitem boicotar os jogos de Serena Williams. A medida surge em protesto à forma como a tenista norte-americana se dirigiu ao árbitro português Carlos Ramos no final do Open dos Estados Unidos.  

De acordo com o The Times, que avançou com a notícia esta terça-feira, alguns árbitros da modalidade já estariam descontentes com a forma como o evento foi organizado este ano e a polémica com Serena Williams terá sido a gota de água.

Os árbitros terão ficado ainda mais descontentes quando quando as posições da Associação de Ténis Feminino (WTA) e da Associação de Ténis Norte-Americana (USTA) vieram a público, dando apoio à tenista norte-americana.

Segundo o jornal britânico, que cita um dirigente de arbitragem sob anonimato, “há um consenso entre os árbitros de que Carlos Ramos foi atirado aos lobos simplesmente por fazer o seu trabalho” e que “os juízes estão a debater se devem ou não tomar uma posição em defesa do seu trabalho”.

Por tudo isto, os árbitros ponderam neste momento a melhor forma de ação para demonstrarem o seu descontentamento e defenderem a sua profissão. A medida que ganha mais peso, aponta o The Times, é o boicote aos jogos de Serena Williams enquanto a tenista não se desculpar pelo seu comportamento.

A polémica com Williams, uma das mais aclamadas e vitoriosas desportistas da sua modalidade, surgiu quando Carlos Ramos a advertiu por receber indicações do treinador que estava na bancada. Furiosa com a advertência, a tenista partiu a raquete acabando por receber outra penalização.

Descontente com a situação, Serena Williams dirigiu-se ao árbitro português: “Estás a ofender o meu caráter e deves-me um pedido de desculpas. És um mentiroso. Nunca mais vais arbitrar um encontro meu na vida. Pede-me desculpa. Tu roubaste-me um ponto e és um ladrão também“.

A linguagem valeu-lhe outro advertência, a terceira, que acabaria por ditar a sua derrota na final do Open. Mais tarde, Serena usou o sexismo como escudo, acusando Carlos Ramos de só a ter advertido por ser mulher.

Toda esta polémica acabou por ofuscar a vitória da japonesa Naomi Osaka, que venceu Serena de forma inquestionável por 6-2 e 6-4.

Nesta segunda-feira, a Federação Internacional de Ténis defendeu a atuação do árbitro Carlos Ramos durante a prova. “Carlos Ramos é um dos árbitros mais experientes e respeitados no ténis. As decisões estavam de acordo com as regras pertinentes e foram reafirmadas com a decisão da organização do US Open em multar Serena Williams pelas três ofensas que fez”, considerou em comunicado.

SA, ZAP // Lusa

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4 COMENTÁRIOS

  1. Extrema pouca vergonha e falta de carácter por parte da tenista e das associações que a defendem. Para além do comportamento ofensivo para com o árbitro e da falta de respeito para com a colega é gritante o oportunismo sexista que usa para se justificar.
    Muito baixo!!!

  2. Convém lembrar que existe um contexto milionário por trás do nome “Serena Williams” com poder para fazer surgir muitas opiniões aberrantes, e dar um enorme apoio àquilo que só merece repúdio.
    (Já para não falar num patriotismo doentio)
    Concordo que foi pena o arbitro não ter dado uma admoestação verbal prévia, e assim não existiria qualquer argumento, mas ele não é obrigado a isso e agiu sempre correctamente.
    Só foi lamentável ter-se perdido uma final fantástica, e ver a Serena Williams ser completamente derrotada com uma vitória indiscutível de uma jovem de 20 anos de nome Naomi Osaka, na sua primeira final de um Grand Slam, isto é que não poderia ter acontecido e tudo vale para que o protagonismo seja desviado para onde estão os milhões.

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