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Antiga PT já só espera receber 7% dos 897 milhões de euros que pôs no GES

Vitor Antunes / Flickr

A Pharol já só espera recuperar 63 milhões de euros, cerca de 7%, dos 897 milhões de euros que colocou em papel comercial na Rioforte, uma das sociedades do GES.

A Pharol, a antiga Portugal Telecom (PT), voltou a baixar as perspetivas de recuperação do crédito perante a Rioforte, uma das sociedade do Grupo Espírito Santo (GES) em insolvência. A empresa já só espera receber 63 milhões de euros dos 897 milhões postos na holding.

“Após a análise do último relatório emitido pelos administradores judiciais, com efeitos a 31 de dezembro de 2019, foi, uma vez mais, revisto em baixa, tendo o valor de recuperação do valor nominal se fixado em 7,02%, o que equivale a uma redução de adicional de 1,5 milhões de euros para um montante total de recuperação de 63 milhões de euros”, lê-se no relatório e contas da Pharol.

Em abril, a antiga PT já tinha baixado as perspetivas de recuperação do crédito, devido ao “adiamento dos resultados da conclusão da análise administrativa das declarações de dívida” e também à “revisão em baixa do valor dos ativos da Rio Forte na América Latina”.

De acordo com o Expresso, em 2015, a perspetiva de recuperação era superior a 15%, o que significa que caiu para metade em sensivelmente cinco anos. A Rioforte tem 136 milhões de euros em bens depositados e reclamações de crédito a rondar os 3,5 mil milhões de euros. Isto constitui um recuperação estimada de cerca de 4% — uma previsão ainda mais pessimista do que a da Pharol.

“A Pharol tem contratada uma equipa de advogados luxemburgueses especializados em processos de insolvência para garantir o acompanhamento mais próximo possível dos instrumentos Rioforte”, garantiu a empresa.

“Em janeiro de 2019, a Pharol foi notificada pela curadoria da ESI, como medida de precaução para interromper qualquer período de prescrição, tendo em vista uma eventual anulação de pagamentos de Notes [títulos de dívida] efetuados pela ESI durante o mês de janeiro de 2014”, lê-se ainda no relatório e contas, que detalha um processo judicial colocado pela Espírito Santo International à Pharol, por ser credora da Rioforte.

  ZAP //

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