Ano novo, preços novos: transportes e rendas sobem, luz e saúde descem

As famílias vão sentir o aumento dos preços no próximo ano. Para 2018, o Governo estima que a inflação acelere face a este ano, apontando que a taxa anual média chegue aos 1,6 – contra os 1,2% deste ano e os 0,6% em 2016.

De acordo com o Público, fora desta linha de referência, estão outras despesas. Assistir-se-á, na eletricidade, a uma descida nas tarifas no mercado regulado. Já os transportes públicos vão subir acima da inflação, embora nunca acima do teto fixado pelo Governo. No que diz respeito às rendas, 2018 será o ano de uma aceleração nos valores.

As empresas de telecomunicações garantem, por sua vez, que os pacotes não irão sofrer alterações em janeiro. Questionados pelo jornal, a Vodafone, a Nos e a Nowo adiantaram que não estão previstos aumentos. Já a Meo, detalhou que “alguns tarifários móveis pós-pagos serão atualizados, mas não há qualquer alteração de preços de serviços fixos”.

Ao contrário do que seria de esperar em conformidade com o que aconteceu em anos anteriores, o pão só sofrerá as alterações que os comerciantes entendam fazer de forma discricionária.

Transportes públicos acima da inflação

A partir de Janeiro, o preço dos transportes públicos sobe acima da inflação, pelo segundo ano consecutivo. O Governo aprovou uma subida média de 2%, quando a estimativa é a de que a inflação se situe nos 1,4%, de acordo com o Orçamento do Estado para 2018.

O executivo defende este aumento pela necessidade de as empresas poderem ter capital aberto para investir e pelas compensações da subida, como a possibilidade de dedução do IVA do passe em sede de IRS.

O aumento de 2% é, porém, um aumento médio que pode ser praticado pelos operadores de transportes públicos, sendo que um determinado título nunca poderá subir mais do que 2,5%.

Eletricidade desce mas rendas podem subir em 1,2%

Segundo o Público, as tarifas reguladas da eletricidade vão descer em média 0,2%. Isto representa menos nove cêntimos numa fatura típica mensal de quatro pessoas. Entra também em vigor o regime das tarifas equiparadas às do mercado regulado, que as comercializadoras em concorrência podem optar por disponibilizar aos clientes.

No que diz respeito às rendas, a subida da inflação veio ditar o maior aumento em cinco anos. O valor do aumento corresponde ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC), sem habitação, dos últimos 12 meses, terminados em Agosto, que se fixou em 1,2%.

Este é, então, o aumento que pode ser feito em 2018, ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbana (NRAU), e corresponde a cerca do dobro dos 0,54% que esteve na base da atualização em 2017.

O impacto do aumento numa renda de 300 euros mensais é de 3,90 euros, mas nas rendas mais antigas o valor pode ser significativamente mais baixo. Os senhorios podem comunicar o aumento aos inquilinos na data de atualização dos contratos, respeitando a antecedência mínima de 30 dias face à data de atualização.

Medicamentos baixam de preço

Sete mil medicamentos vão ficar mais baratos no próximo ano, dos quais cinco mil estão à venda nas farmácias (os restantes são fármacos hospitalares). A maior parte dos medicamentos que descem de preço são de marca. No que toca aos genéricos, apenas 330 vão ter o preço revisto.

Espera-se, também, a comercialização de novos genéricos para o tratamento de doenças como o colesterol e hipertensão no próximo ano.

Álcool aumenta, tabaco nas mãos dos produtores

As bebidas alcoólicas vão ter um aumento generalizado no imposto especial de consumo entre 1,4% e 1,5%, uma subida igual ou ligeiramente acima da inflação prevista para 2018 que abrange a cerveja, bebidas espirituosas (como as aguardentes, o gin, o whisky ou o vodka), espumantes, sidras e ainda os produtos intermédios (como o Vinho do Porto).

Os refrigerantes também vão sofrer um agravamento do imposto, com uma atualização de 1,5%. A decisão de repercutir esse efeito junto dos consumidores cabe, porém, aos comerciantes.

O preço do tabaco será definido pelos produtores e pelos importadores. O Orçamento do Estado de 2018 traz uma subida de 1,4% na tributação específica dos cigarros, charutos e cigarrilhas, mas uma descida (de 16% para 15%) da taxa do chamado elemento ad valorem dos cigarros, tabacos de fumar, rapé, tabaco aquecido e tabaco de mascar.

Como avança o Público, a decisão dependerá, no entanto, de cada empresa. A dinâmica do primeiro trimestre poderá ditar alterações.

Andar de carro com a inflação

O jornal avança que o Imposto Único de Circulação (IUC) vai ser agravado em 1,4%. Segundo as contas da Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (Anecra), um carro ligeiro a gasóleo, matriculado até 30 de Junho de 2007, com uma cilindrada de 1501 a 2000 cm³ deverá pagar 36,38 euros de IUC no próximo ano.

Se está a pensar comprar carro, deverá contar com uma atualização no valor do Imposto Sobre Veículos (ISV). Neste caso, para os carros novos há um agravamento generalizado na ordem de 1,4%, idêntico à inflação. Também os preços das portagens nas auto-estradas deverão aumentar, neste caso 1,42%.

ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Para 2018, na minha zona, a EDP baixou o kWh de 0,1652€ para 0,1619€ ou seja 0,92%, mas em contrapartida, aumentou o preço pago por cada dia de 0,3063€ para 0,3794€ ou seja 26,30%!!!
    Para um consumo médio de 45,00€ o aumento é de 4,88%, muito acima da inflação!!!
    Este aumento é ainda mais iníquo porque penaliza (percentualmente) quem menos consome e portanto quem menos tem.

    Quanto aos medicamentos não nos podemos iludir. Os preços baixam, mas a comparticipação do Estado, como é habitual, também baixa, pelo que pouca ou nenhuma diferença vai fazer no orçamento dos pacientes.

  2. Na saúde desce com o aumento de aplicação de genéricos alguns dos quais na oncologia como foi hoje noticiado na TV, pobre de quem precisa de serviços de saúde, por este caminhar mais vale daqui por pouco tempo recorrermos directamente aos serviços do cangalheiro.

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