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Em 2020, os mais velhos renderam-se aos “animais de estimação pandémicos”

Uma nova investigação revelou que as famílias com crianças não foram as únicas a aderir à tendência dos “animais de estimação pandémicos”, em 2020. Os mais velhos também não resistiram.

Segundo a National Poll on Healthy Aging, da Universidade do Michigan, nos Estados Unidos, 10% de todas as pessoas com idades entre os 50 e os 80 anos receberam um novo animal de estimação entre março de 2020 e janeiro de 2021.

O EurekAlert avança que a percentagem é ainda maior – 16% – entre as pessoas desta faixa etária que têm pelo menos uma criança ou um adolescente a morar com elas. No entanto, a grande maioria não mora com nenhum menor de 18 anos e quase 9% adquiriu um animal de estimação durante a pandemia de covid-19.

A pesquisa revelou também que, ao todo, 59% das pessoas com idades entre os 50 e os 80 anos têm animais de estimação. Destas, 17% receberam pelo menos um animal de estimação desde o início da pandemia.

A posse de animais de estimação foi maior na faixa etária dos 50 aos 64 anos, entre as mulheres, entre os participantes brancos e aqueles que vivem em casas unifamiliares ou estão empregados. Além disso, 12% dos adultos mais velhos empregados disseram ter um animal de estimação desde março de 2020.

Em comparação com uma pesquisa realizada em 2019, a percentagem das pessoas mais velhas que moram sozinhas e possuem um animal de estimação aumentou 12 pontos percentuais.

Os animais assumem um importante papel na vida dos idosos que vivem sozinhos e isso ficou claro durante a pandemia de covid-19, um período em que as pessoas passaram mais tempo em casa para se resguardarem do vírus.

Wendy Welch, diretora do departamento de comunicação do Humane Society of Huron Valley, um abrigo de animais próximo da Universidade do Michigan, disse que, no ano passado, foram atingidas taxas de adoção recorde.

A responsável salientou que os animais de estimação podem ajudar a reduzir a pressão arterial, a aliviar a ansiedade e a melhorar os sintomas de depressão. Além disso, referiu, “durante esta pandemia, os animais de companhia certamente afastam o assassino silencioso: a solidão“.

  Liliana Malainho, ZAP //

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