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André Silva transformou o PAN numa “anedota inofensiva” (e apoio a Ana Gomes foi a gota de água)

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Manuel Farinha / Lusa

O líder do Partido das Pessoas, dos Animais e da Natureza (PAN), André Silva

Depois de várias cartas sem resposta à Comissão Política Permanente, três fundadores do PAN escreveram uma carta na qual acusam André Silva de desvirtuar o partido e de o transformar numa força política que “não é de direita nem de esquerda”.

António Santos, Pedro Taborda e Fernando Leite – os três primeiros filiados do Partido das Pessoas, dos Animais e da Natureza (PAN) – divulgaram, esta quinta-feira, uma carta dirigida a André Silva, que consideram ser “o grande responsável pela anedota inofensiva em que o partido se está a tornar”.

De acordo com o Expresso, os signatários lamentam que o PAN não tenha tido um candidato próprio nas eleições presidenciais, “preferindo esconder-se atrás de um apoio risível de uma candidata que – sem lhe tirar outros méritos – não tem um programa alinhado com a ideologia do PAN”, numa referência a Ana Gomes.

António Santos disse ao semanário que a Comissão Política cometeu um erro ao apoiar a antiga eurodeputada, desrespeitando o princípio basilar do PAN: “Um partido transversal, sem cor política”.

“Ana Gomes não comunga de um estilo de vida compatível com o respeito pelos animais e defesa do ambiente, e nem uma só vez mencionou as causas animalistas e ambientalistas no seu discurso público enquanto candidata presidencial”, justifica a carta. António Santos disse ainda não compreender como é que André Silva apoiou a militante de um partido que “apoia a tortura animal, como é o caso das touradas“.

Da mesma forma, lamenta que o PAN compactue com um Governo “que nunca se preocupou com estes temas, numa levantou uma palha para os resolver e que nunca se atreverá a travar a desumanidade das touradas, devido aos benefícios económicos e políticos que retira da sua existência”.

O PAN é, hoje, “mais um no meio de tantos”, disse António Santos, que exige que André Silva responda à carta dos militantes, sob pena de assistir a novas demissões no partido.

  Liliana Malainho, ZAP //

4 Comments

  1. Não é carne nem é peixe…
    Ah… não se pode invocar os animaizinhos… Nem é gajo nem é gaja… Assim já pode ser?!

  2. O PANdemia irá acabar! Eles bem tentaram desviar as atenções fazendo um PPAN ou seja um Partido de Pessoas Animais e Natureza. Mas a realidade é que continua a ser o PAN. Este partido deveria ser declarado inconstitucional, ou pelos menos não deveria ser permitido que tivessem assento parlamentar. Os deputados representam os cidadãos e não os animais. Porque é que existem deputados? Porque não é possível termos um parlamento composto pela totalidade das pessoas. Organizações como o PAN apenas existem para fazer “barulho” mobilizando as pessoas para determinadas causas e NUNCA estar no parlamento a discursar em nome dos animais. Os animais não falam!! Devemos todos combater a PANdemia.

  3. E o contraditório onde está? Onde está a defesa da Comissão Política? Não consigo dar credibilidade a um artigo em que apenas ouviu um dos lados…

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