Alunos do profissional vão fazer exames regionais para aceder ao superior

Marcos Santos / USP Imagens

Os alunos do ensino profissional vão fazer exame na instituição mais próxima de casa para aceder ao ensino superior. Cada estudante fará apenas um exame de acesso.

Os estudantes do ensino profissional vão realizar exames regionais na instituição mais próxima da sua área de residência e, com o resultado, podem candidatar-se a todas as universidades e politécnicos da região que abrirem vagas para os concursos especiais.

Foi criada uma nova via de acesso ao ensino superior a partir deste ano, para os estudantes que completam o ensino profissional. Segundo o Público, estes estudantes vão experimentar um modelo que é uma novidade em Portugal: a realização de exames regionais, agendados para setembro.

Pedro Dominguinhos, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), explicou que os três consórcios – no norte, centro e sul do país – vão fazer provas específicas para seriar os candidatos. Apesar de a iniciativa ser dos institutos politécnicos, há universidades que também vão integrá-los.

Cada aluno fará apenas um exame de acesso, na instituição mais próxima da sua casa e, mediante o resultado, pode candidatar-se a todas as universidades e politécnicos da região que abrirem vagas para estes concursos especiais. O diário avança ainda que a possibilidade de um exame único vai estar em cima da mesa no próximo ano letivo.

Para já, estão formalizados dois consórcios. Um no Norte – que inclui os politécnicos de Bragança, Porto, Cávado e Ave e Viana do Castelo – e outro no Sul, com os politécnicos de Setúbal, Santarém, Portalegre e Beja, a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril e a Escola Náutica Infante D. Henrique, em Oeiras. Integra também esta rede a Universidade do Algarve, que tem ensino politécnico.

O terceiro consórcio, na região Centro, envolvendo politécnicos como Coimbra e Leiria, ainda não está concretizado. A Universidade de Aveiro, que também tem ensino politécnico, pode igualmente integrar o consórcio.

O concurso especial destinado aos diplomados do profissional – e que também abrange quem fez cursos artísticos ou de aprendizagem – permite a cada aluno candidatar-se a três cursos superiores diferentes, o que, de acordo com as regras aprovadas em abril pelo Governo, poderia obrigá-los a fazer mais do que um exame de ingresso.

Se um aluno se candidatasse a licenciaturas de instituições diferentes, teria que fazer três provas específicas distintas, o que não acontecerá com este modelo. O presidente do CCISP disse ao Público que “faz pouco sentido os estudantes andarem a fazer provas em todas as instituições a que querem concorrer”.

No ensino superior, o próximo ano letivo arranca nas primeiras semanas de outubro, depois das alterações no calendário motivadas pela pandemia de covid-19.

As instituições têm até 18 de maio para aprovar os seus regulamentos internos e definir a fórmula de acesso a usar e dizer ao Governo se querem ou não abrir estes concursos especiais no próximo ano letivo.

ZAP // Lusa

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