Alunos da Universidade do Minho usam cruz suástica em praxe e causam revolta

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Hugo Delgado / Lusa

Uma braçadeira com uma cruz suástica, usada por um estudante da Universidade do Minho (UM) durante uma praxe, está a indignar a comunidade académica bracarense.

A praxe, realizada por um grupo de alunos do curso de Biologia Aplicada, foi protagonizada há dias e tem gerado polémica depois de terem sido divulgadas fotografias nas redes sociais, conta hoje o Jornal de Notícias.

“Ontem antes de ir dormir dei de caras com esta fotografia. Nela podemos ver um grupo de estudantes de biologia aplicada da universidade do Minho faz uma praxe. Até aí nada de novo. O que me deu a volta ao estômago completamente foi reparar que um dos praxados ostentava uma braçadeira do partido nazi!”, lê-se numa publicação no Facebook de Ricardo Sant’Anna, um judeu que vive em Braga.

“No passado dia 27 de Janeiro celebrou-se a nível mundial o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, e ontem, dia 9 de Fevereiro, os alunos da prestigiada Universidade do Minho andavam a brincar“, adiantou.

De acordo com o JN, Ricardo Sant’Anna é um dos contestatários desta praxe que envolveu símbolos nazis e pretende “dar conhecimento deste ato à comunidade judaica de Lisboa”.´

A ação, que se realizou há poucos dias, já foi condenada pelo presidente da Associação Académica e pelo reitor.

“Tenho pena que haja alunos que usem braçadeira nazis, mas garanto que a praxe não se realizou no interior das instalações da universidade”, afirmou ao JN António Cunha, reitor da Universidade do Minho.

O presidente da Associação Académica da UM, Bruno Alcaide, também lamenta o incidente e refere que pretende reunir com os representantes do curso para discutir o que dizem ter sido uma “sátira irrefletida”.

  ZAP //

7 Comments

  1. Caro zap,
    claramente – e à falta de fonte original desta peça – esta notícia é de vossa autoria (leia-se escrita).
    Se estivesse no vosso lugar eu alteraria o título desta notícia (“Universidade do Minho usa cruz suástica em praxe e causa revolta”), com o intuito de evitar repercussões legais.
    A instituição não usou a braçadeira e legalmente apenas os representantes designados para o efeito podem efectivamente representar uma instituição. Um aluno não é um representante da instituição e como tal o vosso título não é correcto, quiçá ético (de todo) em usar…
    Parece-me, a título pessoal, que o “clickbait” começa a ser prática comum por aí…

    Cumprimentos.

    • Caro Filipe Silva
      Obrigado pelo seu reparo, na sequência do qual entendemos adequado alterar o título original.
      Permita-nos apenas salientar que a peça indica na realidade e com clareza a fonte em que se baseou (no caso, o Jornal de Notícias)

  2. Pergunto-me os nazis nao têm o mesmo direito que os catolicos? É uma relegiao, tao simples quanto isso… nao sei o pq de tanta revolta, todos têm direito ha relegiao que quiserem, simples…. se forem julgar nazis pelo holocausto, entao devem julgar os cristaos pela inquiziçao, e por ai adiante em quase todas as relegioes que mataram em nome de algo maior

      • Entao nao é? Uma relegiao é quando tens fé numa certa coisa/pessoa… neste caso foi Hitler, eles podem e têm o direito a considerar Hitler como deus, nao é muito difrente do cristianismo e muitas outras relegioes

  3. Está notícia para além de mal elaborada está a induzir os leitores em erro. Peço que não cometam o mesmo erro que o JN e demais jornais e informem como foi as circunstâncias do uso do símbolo em causa.
    Obrigada

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