Alemanha ultrapassa Japão e passa a ter menor taxa de natalidade do mundo

EPP / wikimedia

A chanceler alemã, Angela Merkel

A chanceler alemã, Angela Merkel

A Alemanha ultrapassou o Japão e passou a ter a menor taxa de natalidade do mundo, gerando temores de que a escassez de mão-de-obra no mercado de trabalho possa prejudicar a economia do país mais rico da Europa.

Os autores de um novo estudo alertam para os efeitos da redução da população em idade ativa, ou seja, apta a exercer uma atividade económica, e afirmam que a maior participação das mulheres na força de trabalho poderá ser a chave para o futuro económico do país.

Na Alemanha, houve uma média de 8,2 nascimentos para cada mil habitantes nos últimos cinco anos, segundo o estudo divulgado pela empresa de auditoria alemã BDO, em conjunto com o Instituto de Economia Internacional de Hamburgo (HWWI).

O levantamento diz que, no mesmo período, o Japão registou uma média ligeiramente maior do que a alemã, de 8,4 nascimentos para cada mil habitantes.

Na Europa, Portugal e Itália vêm em segundo e terceiro lugares com uma média de 9 e 9,3 filhos a cada mil habitantes, respectivamente. França e Reino Unido têm, em média, 12,7 nascimentos a cada mil habitantes.

Por outro lado, aponta o levantamento, as maiores taxas de natalidade foram verificadas entre os países africanos. O Níger encabeça o ranking, com 50 nascimentos a cada mil habitantes.

Salários mais altos

A taxa de natalidade decrescente da Alemanha significa que o número de pessoas em idade ativa no país – entre os 20 e os 65 anos – cairia de 61% para 54% em 2030, informou o diretor da HWWI, Henning Voepel, através de um comunicado.

Arno Probst, da BDO, afirma por sua vez que, devido à baixa taxa de natalidade, os empregadores alemães vão enfrentar procura por maiores salários para pagar as despesas com a segurança social.

“Sem um mercado de trabalho forte, a Alemanha não poderá manter-se na dianteira da economia por muito tempo”, acrescentou Probst.

Os especialistas, no entanto, discordam sobre as razões do baixo número de nascimentos na Alemanha, assim como os meios para fazer frente à situação.

Probst considera que o país precisaria de jovens imigrantes para preencher lacunas importantes do mercado de trabalho, e mais mulheres teriam que se juntar à população economicamente ativa para evitar problemas no futuro.

A Alemanha tem uma das maiores taxas de migração do mundo, mas, recentemente, vem assistindo a um crescente apoio ao partido anti-imigrante Alternativa para a Alemanha (AfD).

Os dados vêm à tona numa altura de esforços do atual governo da chanceler alemã Angela Merkel para incentivar o nascimento de mais bebés no país.

ZAP / BBC

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