Agente que matou Daunte Wright vai ser acusada por homicídio de segundo grau

Tim Evans / EPA

Protestos em Minneapolis, nos Estados Unidos, após a morte do jovem afro-americano Daunte Wright

A polícia que matou a tiro, no domingo, um jovem afro-americano em Brooklyn Center, no Minnesota, Estados Unidos, vai ser acusada por homicídio de segundo grau.

Depois de ter apresentado a demissão da polícia de Brooklyn Center, a agente Kim Potter, que matou a tiro o jovem afro-americano Daunte Wright, foi detida e vai ser acusada por homicídio de segundo grau, avança a cadeia televisiva CNN.

O procurador do condado de Washington, Pete Orput, tinha assegurado que iria apresentar, ainda esta quarta-feira, uma decisão sobre a acusação contra a agora ex-polícia, que já tinha 26 anos de serviço.

Potter foi detida na manhã desta quarta-feira, mas foi libertada depois do pagamento da fiança. Esta quinta-feira será presente pela primeira vez a tribunal, mas via Zoom devido à pandemia da covid-19.

No Minnesota, estado norte-americano onde ocorreu o crime, a acusação de homicídio de segundo grau aplica-se quando as autoridades alegam que uma pessoa causa a morte de outra por “negligência culposa, em que a pessoa cria um risco irracional e, conscientemente, corre riscos de causar a morte ou grandes lesões corporais a outra pessoa”, explica o canal televisivo.

A ex-agente da polícia pode enfrentar uma pena de prisão até dez anos e/ou uma multa de até 20 mil dólares, quase 17 mil euros.

Além de Potter, o chefe da polícia local, Tim Gannon, também se demitiu. A renúncia aos cargos aconteceu um dia depois de, numa conferência de imprensa, o responsável ter dito que a polícia queria utilizar o seu taser, mas que o confundiu com a arma de serviço.

Pela quarta noite consecutiva, muitos manifestantes protestaram em frente à esquadra da polícia de Brooklyn Center, envolvendo-se em confrontos com as autoridades.

O afro-americano, de 20 anos, foi morto a tiro momentos depois de ter telefonado para a mãe a dizer que estava a ser levado pela polícia, que foi chamada a intervir num incidente violento no bairro.

O seu veículo foi intercetado porque não tinha alguns papéis em ordem. As autoridades pediram a Wright para se identificar e depois perceberam que havia um mandado pendente por não comparecer em tribunal pelos crimes de posse ilegal de arma e por resistir à detenção.

O incidente decorreu num subúrbio de Minneapolis, onde decorre o julgamento do polícia acusado de matar o afro-americano George Floyd.

  ZAP //

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