Afinal, Medina não quer acabar com a “galinha dos ovos de ouro” de Lisboa

Miguel A. Lopes / Lusa

  Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, não pretende, afinal, acabar com o AirBnB na capital. A ideia surgiu no título de um artigo do jornal inglês The Independent, mas está errada. A correcção surgiu depois do burburinho e do desconforto dos empresários de alojamento local.

Em causa está um artigo de opinião do presidente da Câmara de Lisboa publicado pelo jornal The Independent e que foi, inicialmente, intitulado “After coronavírus, Lisbon is getting rid of Airbnb and turning short term holiday rentals into homes for key workers” (“Depois do coronavírus, Lisboa vai livrar-se do Aibnb e transformar arrendamentos turísticos de curta duração em casas para trabalhadores essenciais”).

O título foi, entretanto, alterado para “After coronavirus, Lisbon is replacing some Airbnb and turning short term holiday rentals into homes for key workers” (“Depois do coronavírus, Lisboa está a substituir alguns Airbnb para transformar arrendamentos turísticos de curta duração em casas para trabalhadores essenciais”).

Uma correcção que surgiu após a alegada intenção de Medina acabar com o AirBnB, a plataforma de alojamento local, ter causado tanto espanto como desconforto.

O autarca foi um grande incentivador do alojamento local na capital e este tem sido “a galinha dos ovos de ouro” da Câmara de Lisboa, como realça o jornal i na sua manchete de capa, nesta terça-feira. A suposta intenção de acabar com o AirBnB seria uma “cambalhota de Medina”, como destaca o diário.

Mas, afinal, tudo não passou de um equívoco do jornal inglês.

Em nenhum caracter do texto se fala em acabar com o Airbnb em Lisboa ou extinguir o alojamento local”, realça o gabinete de Medina em nota enviada ao Expresso.

O gabinete também sublinha que o título enganoso foi única e exclusivamente da responsabilidade dos editores do The Independent.

A Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) já pediu “esclarecimentos à Câmara de Lisboa”, embora notando que “o texto original não fala em acabar com o Airbnb em Lisboa – se fosse verdade era um furo enorme e não vamos arranjar guerras por coisas que não se confirmam”, aponta o responsável da entidade, Eduardo Miranda, em declarações ao Expresso.

No artigo de opinião, Medina defende que é preciso reavaliar as prioridades de alojamento na capital, frisando que com a pandemia de covid-19 “é altura para fazer as coisas de forma diferente”, frisando que o foco tem que estar nos “trabalhadores da linha da frente que ajudaram Lisboa na resposta à crise da covid-19” e não tanto nos turistas.

O autarca reporta-se à intenção de “trazer as pessoas, que são a alma de Lisboa, de volta ao centro da cidade”, destacando, nomeadamente, “os profissionais de saúde, funcionários de transportes, professores e milhares de outras pessoas que prestam serviços essenciais”.

No artigo, Medina chega a notar que a Câmara está disposta a “pagar aos senhorios, com vista a transformar milhares de alojamentos de ‘arrendamento a curto prazo’, em casas de ‘arrendamento seguro’ para os profissionais de serviços essenciais”.

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