Afastamento da Rússia das Olimpíadas poderá trazer de volta a… União Soviética

(dr)

Atletas da antiga União Soviética em poster de propaganda de 1956

Uma comissão especial do Comité Olímpico Especial (COI) decidirá se os desportistas russos podem utilizar os símbolos soviéticos nos Jogos Olímpicos de Pyeongchang de 2018 depois de terem sido proibidos de representar o país.

Depois do afastamento da Rússia dos Jogos Olímpicos de Inverno, cabe à comissão especial do Comité Olímpico Especial decidir se a simbologia soviética poderá ser utilizada durante a competição.

A ideia de usar o hino e a bandeira da União Soviética foi sugerida pelos utilizadores das redes sociais, fruto da indignação por o COI ter proibido os atletas russos de representar o seu país, avança a RT.

No passado dia 5 de dezembro, o presidente do Comité Olímpico Internacional, Thomas Bach, anunciou que a delegação olímpica russa não poderia participar nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018.

Por outro lado, o COI determinou que os desportistas “limpos” do país poderão fazer parte da competição de forma individual. Esta decisão do organismo olímpico foi uma tentativa de encontrar um equilíbrio entre castigar Moscovo pela alegada “manipulação sistemática das normas anti-doping” e “proteger os direitos dos atletas limpos”.

Por agora, aos desportistas russos que receberam o convite para participar nas competições não resta outra opção que não seja competir com a bandeira olímpica ao peito.

Além disso, também nas cerimónias de entrega de medalhas os russos não vão ouvir o seu hino, nem vestirão o uniforme nacional.

Enquanto que uma parte dos atletas optou por boicotar os Jogos Olímpicos de Pyeongchang, por considerar as condições humilhantes, outros decidirão competir sob as condições apresentadas.

ZAP //

PARTILHAR

5 COMENTÁRIOS

  1. E pena que uma organização como o COI esteja a politizar o desporto. Com o doping do amstrong, os eua também nao deveria ser proibido de participar???

    • Não!!
      E essa comparação é, no mínimo, estúpida!…
      Ao contrário da Rússia, o comité olímpico americano não tinha (que se saiba!), uma equipa “espacial” para dopar os seus atletas.
      Relativamente ao Amstrong, os seus troféus não são dos Jogos Olímpicos e só tem (tinha, pois já a devolveu!) uma medalha olímpica (bronze) – mas foi investigado agência antidoping americana, que concluiu que ele se dopava!!
      Portanto, nada em comum com o que se passou (passa) na Rússia!!

  2. Se os russos actualmente recorrem ao doping para que os seus atletas obtenham melhores resultados imagine-se então quando a URSS existia e que era visível e comentado a forma como certos atletas muitos deles demasiado jovens participavam nas provas, por outro lado vir agora com símbolos de uma coisa já morta e que foi uma humilhação e afronta para vários países seria agora relembrar-lhes um passado que jamais pretenderão reviver, certamente haverá outra solução e se têm e devem ser castigados que o façam sem olharem a compadrios só assim se poderá aprender a lição.

    • A sério? Sabe mesmo o que está a dizer?
      Vá, tire lá as palinhas e informe-se antes de mandar bitaites e passar por ignorante.

RESPONDER

Toupeiras fêmeas desenvolvem testículos para lutar pela sobrevivência subterrânea

A evolução concedeu à toupeira fêmea uma dose de "fúria por esteróides" para a ajudar a lutar pela sobrevivência subterrânea, colocando alguns testículos nos ovários – um exemplo único de anatomia chamado ovotestis. "O desenvolvimento sexual …

"A situação está caótica": Hospital de Penafiel com vários profissionais infetados

Colaboradores de vários grupos profissionais do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, em Penafiel, estão infetados com o novo coronavírus, disse esta terça-feira a administração daquela unidade, sem precisar o número de casos. "Tal como em …

"Santo Graal". Cientistas criam o primeiro supercondutor a temperatura ambiente do mundo

Uma equipa de físicos criou o primeiro material capaz de supercondutividade em temperatura ambiente, desenvolvendo um processo que pode ajudar a "quebrar barreiras e abrir a porta a muitas potenciais aplicações". Desde a sua descoberta, há …

Planetas parecidos com a Terra costumam ter "guarda-costas"

Um grupo internacional de astrónomos, liderado por Martin Schlecker do Instituto Max Planck para Astronomia, descobriu que o arranjo de planetas rochosos, gasosos e gelados nos sistemas planetários aparentemente não é aleatório e depende apenas …

Disney+ alerta para estereótipos racistas. Filmes clássicos com avisos sobre "maus tratos"

Embora já exibisse mensagens padrão desde o ano passado, a nova plataforma de vídeo Disney+ mostra agora um aviso, que não pode ser passado à frente, no início de vários filmes clássicos - como Dumbo …

Curados da covid-19 continuam com sintomas meses depois de terem contraído o vírus

Um estudo da Universidade de Oxford indica que 64% dos pacientes hospitalizados com o novo coronavírus apresenta falta de ar 2 a 3 meses depois de serem infetados. E quase 40% tem sintomas de depressão. Já …

Portugal vai estar no Mundial sub-20 (sem jogar o apuramento)

Todas as fases do Europeu sub-19 foram canceladas e a seleção portuguesa foi uma das eleitas para participar no Mundial do próximo ano. Portugal já sabe que vai estar na fase final do Mundial sub-20 (se …

Novos implantes cardíacos podem salvar 10 mil vidas por ano

O chamado envelope antibiótico envolve o implante cardíaco e previne infeções no paciente. Por ano, morrem cerca de 10 mil pessoas devido a infeções geradas pelo implante. O pacemaker é um pequeno aparelho que é colocado …

Banda dá concerto com músicos e público envoltos em bolhas de plástico para evitar contágio

A banda norte-americana Flaming Lips utilizou bolhas insufláveis ​​de tamanho humano num concerto em Oklahoma, uma solução para proteger os músicos e o público do novo coronavírus, enquanto tenta encontrar uma forma segura para atuar …

EUA. Especialista diz que as próximas semanas "vão ser as mais negras de toda a pandemia"

Um especialista em doenças infecciosas disse que no caso dos Estados Unidos, as próximas seis a 12 semanas vão ser as mais negras de toda a pandemia de covid-19. Michael Osterholm, diretor do Centro de Investigação …