Aeroporto do Montijo pode ficar dependente da Ryanair

A viabilidade do aeroporto complementar do Montijo requer a mobilização das companhias aéreas low cost (de baixo custo), segundo o estudo da Roland Berger, que alerta para a necessidade de evitar a dependência excessiva de uma transportadora.

No estudo encomendado pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) sobre a validação de cenários de evolução da procura de tráfego e desenvolvimento da capacidade da infraestrutura aeroportuária de Lisboa, a consultora alemã identifica a Ryanair como a companhia aérea de referência em aeroportos secundários de cidades europeias, como em Bérgamo (Milão), Beauvais (Paris) e Charleroi (Bruxelas)

Até agora, a Ryanair foi a única companhia aérea que se mostrou disponível para transferir a operação para o Montijo, através do presidente, Michael O’Leary, que defendeu por várias vezes um aeroporto complementar naquela localização, criticando as limitações ao crescimento da companhia irlandesa no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

A Ryanair tornou-se em 2015 a segunda maior companhia em Lisboa – depois da TAP -, apenas dois anos depois de ter começado a voar para a Portela.

O estudo alerta para a necessidade de “evitar uma dependência excessiva”, considerando imperativo “assegurar as condições para que as low cost estejam disponíveis para transferir a sua operação para o Montijo”.

Nos casos analisados, “a Ryanair é a companhia aérea de referência como motor de desenvolvimento de aeroportos secundários”, diz a consultora, que testou o impacto de diferentes níveis de adesão das companhias de baixo custo ao aeroporto complementar do Montijo.

No terceiro cenário analisado, em que apenas a Ryanair se transfere para o Montijo, existe “o risco de reduzida rentabilidade e dependência” da companhia irlandesa.

Além disso, a solução Portela + 1 seria viável por apenas mais 15 anos, enquanto nos outros cenários – transferência de todas as low cost ou transferência de parte da operação da easyJet com a da Ryanair – a solução seria viável por 30 anos, podendo ir além do período da concessão.

Mas a easyJet – terceira companhia no aeroporto de Lisboa – aproxima-se do posicionamento das companhias de bandeira, “estando presente maioritariamente em aeroportos principais e, ocasionalmente, com terminais exclusivos”.

Aliás, por várias vezes, o porta-voz da companhia em Portugal, José Lopes, se mostrou avesso à hipótese de sair do aeroporto de Lisboa, referindo que “a easyJet sempre deu preferência aos aeroportos principais”, rejeitando uma transferência para o Montijo.

Conforme o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas adiantou à Lusa “o aeroporto complementar do Montijo vai estar vocacionado principalmente para as low cost e para serviços de médio custo”, que terão como atrativo taxas aeroportuárias mais baixas na margem sul, enquanto se espera que no Aeroporto Humberto Delgado estas mantenham a curva ascendente dos últimos anos.

Na quarta-feira, o Governo e a ANA – Aeroportos de Portugal assinaram um memorando de entendimento que visa “estudar aprofundadamente” a solução de um aeroporto complementar no Montijo para aumentar a capacidade do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

// Lusa

PARTILHAR

RESPONDER

Casaco e guitarra de Kurt Cobain vão a leilão (e valem milhares de euros)

O casaco que o líder dos Nirvana usou no lendário concerto MTV Unplugged in New York vai ser leiloado, com um preço de venda estimado em 270 mil euros. Uma guitarra de Cobain pode ficar …

"50 sombras" da Idade Média. Páginas censuradas de um livro francês encontradas nos EUA

As páginas de um romance medieval foram descobertas nos arquivos da Diocese de Worcester, no estado norte-americano de Massachusetts.  Investigadores descobriram uma versão perdida de um romance medieval, que contém cenas eróticas. O poema francês - …

A tecnologia usada na Bitcoin também está a ser usada para encontrar o amor

Várias dating apps (aplicações de encontros) estão a recorrer ao blockchain para que os seus utilizadores possam encontrar a cara-metade de uma forma mais segura e transparente. O Tinder é provavelmente a dating app mais usada …

Elon Musk quer enviar passageiros para o Espaço já no próximo ano

O bilionário Elon Musk, também fundador da fabricante de automóveis elétricos Tesla, fez um anúncio surpreendente: quer que pôr passageiros no Espaço já em 2020. “Isto pode soar totalmente louco, mas queremos tentar entrar em órbita …

Cientistas reverteram principal sintoma da esquizofrenia em camundongos

Um medicamento que está atualmente a ser desenvolvido para tratar a leucemia reverteu (em camundongos) um sintoma de esquizofrenia anteriormente intratável: o enfraquecimento da memória de trabalho. A memória de trabalho é um processo cerebral fundamental usado …

Para as criaturas marinhas, as doenças infecciosas são a sentinela da mudança

Uma recente investigação analisou as mudanças nas doenças relatadas em espécies submarinas num período de 44 anos. A conclusão não surpreende: a saúde dos oceanos está a piorar a passos largos. A compreensão das tendências oceânicas …

Solidariedade e ambiente. Nos EUA, já é possível doar as suas peças Lego

Nunca somos demasiado velhos para brincar com peças Lego. No entanto, se estiver a ficar sem espaço para as arrumar e estiver à procura de uma forma de garantir que os seus blocos acabam em …

Eis os primeiros smartphones pensados e fabricados em África

https://vimeo.com/365789486 No Ruanda nasceram os primeiros rebentos do grupo Mara, que anunciou o lançamento dos seus dois primeiros smartphones. São os primeiros a serem totalmente fabricados em África. Estes são os dois primeiros smartphones totalmente fabricados em …

Siza Vieira recebe Grande Prémio da Academia de Belas-Artes francesa

O arquitecto Álvaro Siza Vieira recebeu o Grande Prémio de Arquitetura da Académie des Beaux-Arts, pelo conjunto do seu percurso, no valor de 35 mil euros. “É uma grande honra, porque é um prémio importante. É …

Para os jovens refugiados, um telemóvel pode ser tão importante quanto comida ou água

Entre 2015 e 2018, mais de 200.000 jovens não acompanhados reivindicaram asilo na Europa. Muitos deles, agora na União Europeia, têm uma coisa em comum: os seus smartphones. Não são apenas ferramentas para entretenimento nem uma …