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Abandono escolar baixou para mínimos históricos

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, congratulou-se esta sexta-feira, em Lisboa, com a redução do abandono escolar precoce, publicada pelo Eurostat, reconhecendo que os números ainda não são satisfatórios.

“As notícias de hoje são que, em momentos de crise, de dificuldade, mais uma vez o abandono escolar, em 2013, em Portugal, baixou para mínimos históricos”, disse o ministro Nuno Crato durante uma conferência organizada pela Comissão Europeia.

O número de licenciados aumentou dois pontos percentuais em Portugal em 2013, face a 2012, e a taxa de abandono escolar prematuro sofreu um ligeiro recuo, mas as metas para 2020 continuam longe, segundo o Eurostat.

Os números do abandono escolar ou da formação registaram em Portugal uma ligeira melhoria de 2012 (20,8%) para 2013 (19,2%), sendo o objetivo para 2020 de 10%. A média da UE é, respetivamente, de 12,7% e 11,9%.

“Teremos de ir muito mais longe, não é um número que nos orgulhe, mas orgulha-nos a tendência”, disse Nuno Crato ao comentar a evolução do abandono, acrescentando que ao nível dos diplomados, o objetivo do Governo português é chegar aos 40 por cento definidos na agenda europeia.

De acordo com o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), em Portugal havia, em 2013, 29,2 por cento de diplomados do Ensino Superior, face aos 27,2 de 2012, sendo que a meta traçada para 2020 é de 40%.

Sobre a Ciência, Nuno Crato manifestou-se convicto de que Portugal saberá aproveitar melhor os fundos europeus disponíveis no novo programa de financiamento comunitário.

“Este novo programa vai permitir a Portugal ir buscar mais fundos europeus do que aqueles que lá colocou”, declarou.

“Infelizmente nos últimos sete anos (Programa Quadro VII) Portugal apenas conseguiu encontrar em fundos europeus 80 por cento dos dinheiros que lá colocou, Portugal vai certamente deixar de ser um contribuinte líquido para a ciência europeia para passar a ser um ganhador líquido, porque a qualidade dos nossos cientistas e dos incentivos que estão a ser dados às nossas unidades assim permitem”, disse.

O ministro falava na conferência “Portugal: Rumo ao Crescimento e Emprego. Fundos e Programas Europeus: Solidariedade ao Serviço da Economia Portuguesa”.

Nuno Crato foi o anfitrião de um painel onde discursaram o vice-presidente da Comissão Europeia, Antonio Tajani, e a comissária europeia da Educação, Androulla Vassiliou.

Enquanto Tajani defendeu que Portugal está hoje “melhor” e que a troika é “passado”, a comissária apresentou o programa Erasmus + como uma oportunidade que oferece esperança a milhões de jovens e recordou o papel de Portugal na cultura aos mais variados níveis, nomeadamente as ocasiões em que foi “Capital, Europeia da Cultura”.

/Lusa

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