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A quantidade de energia solar gerada em todo o Mundo é subitamente inacreditável

Se ultimamente parece que o mundo está a ser inundado com más notícias, aqui está uma verdadeiramente positiva: o Sol tornou-se a fonte de energia preferida para dezenas de milhões de pessoas em todo o globo — e de uma forma simplesmente impressionante.

Uma reportagem recente da The New Yorker analisou recentemente no crescimento surpreendente da energia solar nos últimos anos.

Entre os dados recolhidos na extensa análise, a revista nota que as energias renováveis representaram 96 % da procura por nova energia em todo o globo em 2024; nos Estados Unidos, 93 % da nova capacidade energética veio da energia solar e eólica.

Mas enquanto as energias renováveis em geral estão em alta, a velocidade a que a energia solar em particular está a crescer supera tudo o resto.

Segundo a The New Yorker, estima-se atualmente que em todo o mundo se esteja a instalar um gigawatt de infraestrutura de energia solar a cada 15 horas — algo como a produção de uma nova central a carvão em pouco mais de meio dia.

A revista nova-iorquina nota que foram necessários 68 anos desde a invenção da primeira célula solar fotovoltaica, em 1954, para produzir um único terawatt de energia solar — mas foram necessários apenas dois anos para atingir o segundo terawatt, em 2024… e o terceiro é esperado dentro de poucos meses.

Este crescimento explosivo foi alimentado por enormes ganhos de eficiência na produção de energia solar, avanços na manufatura e processos de instalação simplificados.

Houve também enormes desenvolvimentos na reciclagem de painéis, o que significa que o lado mais sombrio da energia solar — os custos ambientais da extração mineral e fabrico de painéis — poderá um dia ser coisa do passado.

Em teoria, estes avanços na produção, juntamente com métodos de reciclagem cada vez mais eficientes, continuarão a mostrar-se compensadores no futuro.

Segundo calculou recentemente Hannah Ritchie, investigadora da Universidade de Oxford ouvida pela The New Yorker, “a prata usada em 2010 num painel solar seria suficiente para construir cerca de cinco painéis hoje“.

Embora países como os EUA, Alemanha e Japão estejam na linha da frente da instalação de capacidade solar, o líder indiscutível é a China, que em 2023 instalou mais infraestrutura solar do que os seguintes nove países juntos.

Pequim está a cumprir o seu plano de 10 anos para triplicar a sua capacidade solar até 2030 — um objetivo que poderia atingir já em 2026, se mantiver o ritmo atual.

Embora essa aposta tenha benefícios claros para o ambiente e saúde dos cidadãos chineses, também serve um propósito geopolítico, nomeadamente acabar com a sua dependência de fontes de energia como petróleo e carvão.

O nosso Sol tem cerca de 4.6 mil milhões de anos — e os cientistas acreditam que irá continuar a arder durante mais cinco a dez mil milhões de anos.

Assim, conclui a The New Yorker, a nossa estrela, que já nos fornece calor, luz e fotossíntese, está preparada para nos oferecer toda a energia que alguma vez poderíamos usar — e talvez ajudar-nos a dizer um dia adeus aos combustíveis fósseis.

ZAP //

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