José Coelho / LUSA
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O candidato do PSD já faz o périplo por universidades e prepara debates, mas o partido só o apoia formalmente: nos gastos da campanha está sozinho.
Luís Marques Mendes, primeiro candidato presidencial a formalizar a candidatura às eleições presidenciais de 2026, já arrancou com a fase inicial da sua campanha.
Segundo apurou o jornal Expresso, as deslocações que tem feito e a assessora que contratou, Sofia Rodrigues (ex-assessora do ministro dos Assuntos Parlamentares), foram pagas com capital próprio e NIF individual.
Em 2026, o candidato conta ser ressarcido, como acontece sempre com candidatos que obtém mais de 5% dos votos.
A assessora é a única que recebe um vencimento mensal: os restantes serviços, como fotógrafos ou motoristas, são pagos à hora. A ordem é para “registar tudo”, para ser o mais transparente possível. Duarte Marques, diretor de campanha, diz que “transparência a mais nunca fez mal a ninguém”.
Mas, por agora, também querem “reduzir o mais possível as despesas“: nas últimas semanas, o candidato tem por agora feito visitas a Universidades e organizado uma espécie de Estados Gerais, que contarão com debates sob o tema “Causas da Presidência”.
Luís Marques Mendes tem o direito de angariar fundos ou ser patrocinado por doações, e uma forma comum de pagar a campanha é o apoio de um partido. E o ex-comentador SIC até o tem.
A direção do PSD já anunciou publicamente o apoio à candidatura do seu antigo líder, mas Luís Montenegro fez saber que o suporte será apenas uma declaração de apoio, que não pressupõe ajuda financeira.
Na apresentação da candidatura do antigo ministro este entregou o seu cartão de militante,e constava entre os presentes, uma autarca do PS.
Marques Mendes vai pedir um empréstimo para suportar as despesas, e deverá receber a subvenção do Estado que devolve dinheiro gasto em campanha a candidatos com mais de 5% dos votos, mas já houve na história recente quem tivesse ficado “descalço”, por ter previsto mal o seu resultado.
Foi o caso de Maria de Belém Roseira, do PS, que há 10 anos contava com 24% dos votos, e uma consequente subvenção de 790 mil euros. Acabou por conquistar apenas 4,2% do eleitorado, e ficou com uma grande dívida por saldar.
Daniel Toledo no seu artigo «O Cartel do Fogo – Queimando dinheiro público em Portugal e Espanha» (https://puntocritico.com/ausajpuntocritico/2017/10/19/el-cartel-del-fuego-por-daniel-toledo/) faz referência ao nome do dr Luís Marques Mendes (ex-Ministro).