Há 68 cursos de Ensino Superior com emprego garantido em Portugal

Rodrigo Antunes / Lusa

No ano passado, em Portugal, 68 licenciaturas e mestrados integrados em instituições de ensino superior tinham uma taxa de desemprego de recém-licenciados fixada nos 0%.

Há 68 licenciaturas e mestrados integrados em instituições de ensino superior em Portugal cuja taxa de desemprego dos recém-licenciados é de 0%, comprovam os dados, do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), relativos a 2019, revelados esta sexta-feira pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Por recém-diplomado, esclarece a tutela, “entende-se um estudante diplomado do curso no período de referência 2014/15-2017/18”

Engenharia Informática (oito cursos), Enfermagem (sete) e Medicina (seis) são os cursos de maior destaque, escreve o Diário de Notícias, este sábado.

O número de licenciaturas e mestrados integrados que garantem emprego aos recém-diplomados cresceu no ensino privado. Enquanto em 2018, havia 16 cursos em instituições privadas com uma taxa de desemprego de recém-diplomados de 0%, em 2019 o número subiu para 29.

Grande parte dos cursos com emprego garantido, em 2019, eram licenciaturas (55) e pertenciam a universidades (43), sendo que 24 delas eram em institutos politécnicos.

A lista completa dos cursos é dada a conhecer numa infografia criada pelo Diário de Notícias:

Em 2019, apenas 3,3% dos jovens e adultos que terminaram a licenciatura no ensino superior público no ano transato estavam inscritos como desempregados no IEFP. A taxa diminuiu apenas 0,1% face a 2018. No ensino privado, a taxa passou de 4,1%, em 2018, para 3,9%, em 2019.

A primeira fase de candidaturas ao ensino superior arranca a 7 de agosto e decorrerá até ao dia 23 do mesmo mês. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior oferece dados e estatísticas sobre cursos superiores no portal InfoCursos.

ZAP ZAP //

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10 COMENTÁRIOS

  1. Ah que belo estudo. Sendo eu Eng. Informático aconselharia a informarem-se melhor. Muitos dos que saem da Universidade não chegam trabalhar na área, até sei de um ex-colega que foi trabalhar para as caixas do Continente no final do curso. Informem-se do que é a consultadoria e já agora o outsourcing uma vez que é graças a este tipo de empresas que o número de vagas de emprego é uma mentira tão retorcida. Quando perceberem que existem 10 ou 15 consultoras a anunciar uma vaga para a mesma posição da mesma empresa e que dessas 15, será apenas para um único Eng. Informático irão apanhar uma grande surpresa. Por isso é que são vagas sazonais que abrem e fecham de repente, todas em simultâneo, pois muitas delas são para a mesma posição.

  2. Estranho não ver listado o curso de Youtube. Há tanta gente a tirá-lo… Tem especialidades com muita saída. Terraplanista e conspiracionista são dois dos melhores exemplos.

  3. Boa tarde
    Licenciei-me recentemente em História, sei que em Portugal é extremamente difícil encontrar um trabalho para um licenciado.
    A nível internacional, há alguma hipótese de encontrar trabalho como licenciado em História?
    É quase impossível; tenho 58 anos e gostaria de ter uma nova experiência.
    Obrigado!

  4. O melhor curso que se pode tirar é um daqueles ao domingo ou por equivalências. Esses é que dão emprego e… bom. Chega-se, mesmo, ao topo de tudo. Um gajo até foi PM, outro foi ministro e até tiveram de o mandar estudar numa volta à França e outro foi presidente da proteção civil.
    Anda por aí muito gajo mal amanhado…mas que vai longe.

  5. Pois, esses devem ser dos poucos cursos onde as próprias universidades não roubam o trabalho aos alunos que formam.
    Há muitos universidades, com muitos cursos, alguns dos quais praticamente sem alunos, que roubam o trabalho aos alunos que formam. Alunos esses que andaram a sustentar as universidade, quer através de impostos, quer através de propinas.
    Isso é a perversão total do sistema de ensino, que devia criar o máximo de oportunidades profissionais aos alunos formados e não competir com eles e roubar-lhes o futuro e os projetos de vida. Ainda por cima isto ocorre num ambiente de competição totalmente desleal.
    Não compreendo como uma universidade (e entidades satélite, como centros, institutos, laboratórios…) possam prestar um serviço que seja remunerado. As universidades, a prestar esse serviço, deviam encontrar no retorno académico a única motivação para prestar esses serviços, não podendo existir qualquer vantagem económica.
    A única maneira de pôr um travão nesta balbúrdia, assumindo que não se consegue evitar totalmente, era criar um “imposto” significativo, superior a 40% dos montantes faturados, que reverteria para a administração central. Isto é, quem prestasse o serviço não teria acesso a esses 40%, ou, dito por outras palavras, teria tanto acesso como qualquer outra universidade que não prestasse o serviço.
    Quando as universidades perceberem que existem fundamentalmente para ensinar e para gerar conhecimento inovador associado ao próprio processo de formação doa alunos, então vão ver que haverá muitos mais cursos com saída profissional quase garantida.

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