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Mais de 50 tubarões foram vistos a nadar perto de uma praia na costa da Austrália

Não são muito (ou nada) frequentes na costa portuguesa, mas o mesmo não pode ser dito pelos australianos que, volta e meia, têm uma surpresa nas suas praias ao contemplarem tubarões a nadar. Contudo, desta vez a visita ficou marcada, não por um, mas sim por cerca de 50 predadores.

Cerca de 50 tubarões foram vistos perto de uma praia popular em New South Wales. Os animais foram vistos por salva-vidas e estavam a nadar entre Moruya e Broulee, na NSW Far South Coast, no passado domingo. Os nadadores profissionais alertaram rapidamente os banhistas sobre o perigo e partilharam um vídeo do episódio na sua conta do Facebook.

O vídeo é filmado do alto de um helicóptero e mostra os perigosos animais a nadar nas águas azuis cristalinas.

A descrição do post alertava a população para o que se estava a passar, aconselhando a que as pessoas saíssem das praias para manter a segurança de todos. Foram muitos os comentários à partilha do vídeo como forma de agradecimento aos salva-vidas pela vigilância e pelo trabalho realizado.

“Ótimo trabalho em equipa, obrigado por serem os nossos olhos no céu”, pode ler-se num comentário. “Fizeram muito bem em alertar-nos sobre o risco”, escreveu outro utilizador da rede social.

O episódio também despertou a curiosidade da população que perguntou nos comentários que tipo de tubarão eram aquele e por que razão estava a chegar tão perto da costa, sobretudo em grupos de vários tubarões.

Numa entrevista ao The Guardian em 2015, o biólogo Culum Brown garantiu que nestas situações não há grandes razões para alarme pois “em geral, os tubarões não gostam de comer humanos”. O especialista brinca ao dizer que “é mais provável a nossa torradeira de casa nos mate do que um tubarão. É extremamente improvável que uma pessoa seja uma vítima de um ataque de um tubarão”.

“Alguns estudos mostram que os tubarões respondem fortemente ao cheiro de focas e peixes, mas não de humanos. O problema com os tubarões é que eles são curiosos e, ao verificar uma presa em potencial, normalmente dão uma mordidela “, acrescentou Brown.

Para já, ainda não foram encontradas explicações para este avistamento coletivo.

  ZAP //

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