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Zeinal Bava queria pagar 77 mil euros para travar investigação a bónus de 8,8 milhões

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Tiago Petinga / Lusa

O antigo presidente da PT, Zeinal Bava

O ex-presidente da brasileira Oi e da antiga Portugal Telecom, Zeinal Bava, quis pagar 77 mil euros para fechar a investigação a um bónus de 8,8 milhões de euros que recebeu. A reguladora rejeitou o pagamento.

Em 2014, Zeinal Bava recebeu um bónus de 8,8 milhões de euros da operadora brasileira Oi, antes da fusão com a Portugal Telecom. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Brasil, abriu uma investigação ao gestor, já que este não teve autorização para receber o prémio.

Além disso, de acordo com o Expresso, Bava também atribuiu renumerações adicionais a outros administradores — novamente sem autorização. Numa tentativa de travar a investigação, o antigo presidente da PT queria pagar 77 mil euros, mas o regulador brasileiro rejeitou o pagamento.

A investigação da CVM iniciou-se, uma vez que a diretoria e o conselho de administração reuniram-se, em 2013, para discutir os princípios da fusão entre Oi e PT sem convocarem o conselho fiscal.

Adicionalmente, o regulador considera que o bónus de 8,8 milhões de euros foi recebido indevidamente por Zeinal Bava. Os três signatários do aditamento ao seu contrato pertenciam ao conselho de administração, mas a maioria dos membros não teve conhecimento da decisão. Aliás, a ordem da transferência do bónus foi dada pelo próprio, segundo a CVM.

Foi ainda gasto cerca de 2,4 milhões de euros em bónus a outros administradores da empresa. Estes prémios não foram formalmente discutidos, tendo sido apenas formalizados por e-mail e pagos “a partir de ordem diretamente transmitida internamente pelo próprio Zeinal Bava ao profissional responsável por pagamento de pessoal da companhia”.

Assim, a CVM apurou que o gestor incorreu em desvio de poder e “deixou de empregar, no exercício de suas funções, o cuidado e diligência que todo o homem ativo e probo costuma empregar na administração de seus próprios negócios”.

Este não é o primeiro caso de Zeinal Bava na CVM. O antigo presidente da Oi e da PT já teve outros processos, nos quais foi obrigado a pagar multas por eventuais violações de deveres fiduciários. Em Portugal, é um dos acusados na Operação Marquês por crimes de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

  ZAP //

15 Comments

  1. Genial à Brava, esta “Santa Libverdade” conquistada no 25/74!
    Levam tudo e não fica nada.
    Cambada de ordinarios

    • Em tempos de roubalheira, há quem perde os pudores e afins…mas após apanhado com a mão no cofre, ainda insiste em fazer da *plebe ignorante, ao querer apenas devolver” migalhas”
      #Jesus essa gente só merece a forca!!

  2. Vamos de mal a pior. Felizmente ainda existem entidades que são verdadeiramente reguladoras mas, neste caso foi uma entidade brasileira já que “o antigo presidente da PT queria pagar 77 mil euros, mas o regulador brasileiro rejeitou o pagamento”.
    Urgente, urgente é termos boas entidades reguladoras que efetivamente trabalhem bem. Portugal exige mais fiscalização e maior celeridades das instituições jurídicas. Mas nisso parece que os nossos governantes não querem mexer; Porque será? Obviamente porque a grande maioria deles preferem não ser fiscalizados.

  3. Gente desta é que é condecorada, e são uma mão cheia deles. Que grande Clube de Vigaristas enaltecidos !………. Não digo que é uma Vergonha senão ainda vou preso !

    • Então deixa-me subscrever-te…
      Mas como africana, e emigrante é ultrajante perceber tais atrocidades no topo da hierarquia teste país …E haver emigrantes a dar o litro e serem menosprezados!!!
      #bemfeito para todos nós!!

  4. Este país vai de mal a pior, destruíram as melhores empresas, faliram o país mas encheram os cofres das contas nas ofchores, nunca vão ser condenados e muito menos vão devolver o que gamaram! Continuam todos a viver á grande e a darem entrevistas! Mas o que mais Admira, é ainda haver pessoas que os apoiam e defendem! Quanto tempo demorou o Madof a ser investigado e julgado? O que foi que aconteceu ao património dele e a sua liberdade? Não me consta que tenha recorrido nem alegado inocência! Ainda há locais onde há justiça.

  5. Este era afinal um gestor de topo, muitos elogios e condecorações, afinal onde está a seriedade desta gente? Estranho é ver por aqui comentários de esquerdopatas que até parecem defender estas acções só por se recusarem condenarem o à vontade com que esta gente actua no regime actual.

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