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O Kilauea está (literalmente) a fazer chover pedras preciosas

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Bruce Omori / EPA

Vulcão Kilauea, no Havai

Caso o vulcão Kilauea, no estado norte-americano do Havai, pedisse desculpa por todo o caos e destruição causados, este poderia chegar em forma de um belo mineral verde – a olivina.

Nos últimos meses, o vulcão tem sido notícia pelos seus devastadores fluxos de lava e impressionantes chamas azuis, capazes de esmagar ossos. Agora, o vulcão está a fazer “chover” pedras preciosas – um evento raro que tem deixado os geólogos fascinados.

A olivina é um mineral incrivelmente comum – quimicamente falando, é composto por silicatos de magnésio e ferro. Carregado para a superfície em pontos de acesso vulcânicos, o mineral acaba por manchar rochas ígneas de cor escura – como o basalto – em tons de verde musgo.

No entanto, encontrar estes minerais na forma de pedaços discretos, que os joalheiros reconheceriam como uma pedra preciosa chamada peridoto, é incrivelmente raro. A olivina tende em transformar-se rapidamente em minúsculos grãos de areia.

Neste momento, os habitantes do Havai não estão a ter este problema. Foram encontrados cristais de tamanho considerável no meio de rochas e cinzas de erupções recentes e em fluxos de lava.

Aparentemente, a violência das recentes erupções espalhou o magma para o ar, onde as altas temperaturas de cristalização dos silicatos do ferro e do magnésio permitiram que se transformassem rapidamente em pedras de olivina antes de atingir o solo. No ar vai a rocha derretida quente e, no solo, cai uma chuva de peridoto.

Recolher uma grande quantidade destas pedras verdes não nós fará enriquecer, pois não se trata exatamente de jóias caras – mas são, certamente, bonitas.

  ZAP // Science Alert

5 Comments

    • Caro leitor,
      Presumimos que seja novo no ZAP, e que não se tenha ainda apercebido de que temos por hábito citar as fontes das nossas notícias, com o link respectivo, e indicar ainda nas peças de ciência, quando apropriado, o artigo científico, data de publicação do mesmo, e link respectivo quando publicado online.
      Só isso explica o ar de quem “acabou descobrir a pólvora” com que nos fez o favor de indicar o url da fonte, que por lapso neste artigo nos falhou. 🙂
      Está corrigido. Obrigado pelo reparo.

    • Literalmente traduzido… os enormes disparates científicos já existem no original.
      Os cristais de olivina, como quaisquer outros, precisam de tempo para crescer. Como a olivina é o mineral que cristaliza a mais alta temperatura, cristaliza no interior de um magma com material maioritariamente no estado líquido. Quando ocorre a saída da lava, os cristais (já sólidos) acabam por ser projetados. O que ainda vier líquido e arrefece rapidamente origina vidro vulcânico, ou eventualmente material basáltico, com cristais só visíveis ao microscópio.

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