Putin está isolado (e impõe testes a todos os que o visitam)

(dr) Kremlin

Numa altura em que a Rússia ultrapassou os 100 mil infetados, passando os números da China, Vladimir Putin, Presidente do país, isolou-se e reduziu ao máximo os seus contactos pessoais.

Nos últimos sete dias, a Rússia duplicou o número o número de casos. O número de mortes também subiu esta quinta-feira, depois de terem sido confirmadas 101 vítimas mortais nas últimas 24 horas. O vírus vitimou 1.073 pessoas no país, segundo os dados das autoridades russas.

De acordo com o Observador, Putin está isolado na sua residência em Novo-Ogaryovo – um palácio construído no século XIX e localizado nos subúrbios de Moscovo. Foi lá que começou a trabalhar no início de abril, uma semana depois de visitar um hospital na capital russa e de ter contactado com um médico que viria a dar positivo para o novo coronavírus logo após a visita de Putin.

Os contactos pessoais do presidente da Rússia são mantidos ao mínimo. O seu porta-voz, Dmitry Peskov, revelou esta semana que todas as pessoas que se encontram pessoalmente com Putin são obrigados a realizar testes para o novo coronavírus.

Entretanto, o jornal russo The Moscow Times avançou, esta quinta-feira, que o primeiro-ministro russo Mikhail Mishustin foi diagnosticado com coronavírus, informou a agência de notícias estatal RIA Novosti. Mishustin está isolado e afastou-se temporariamente do seu trabalho como primeiro-ministro.

Peskov esclareceu que o presidente não está escondido da pandemia “em nenhum bunker”. O porta-voz explicou que o presidente trabalha constantemente, independentemente do horário de trabalho ou dia da semana. Putin também gosta de fazer exercício no ginásio do palácio e na piscina “como sempre”.

De acordo com o jornal espanhol El Mundo, o Presidente russo faz as suas aparições públicas por videoconferência. Segundo o jornal, Putin não tem telemóvel nem e-mail, mas adaptou-se bem às videochamadas.

A mais recente aconteceu na quarta-feira: uma reunião com governadores regionais transmitida pela televisão e onde o presidente revelou que a Rússia ainda não tinha atingido o pico da pandemia, mas admitiu uma redução progressiva das medidas de confinamento a partir de 12 de maio.

No dia em que se celebrou a Páscoa ortodoxa, 19 de abril, Putin dirigiu-se à população para garantir que a situação estava “sob controlo total” e “tudo ficará bem, com a ajuda de Deus”.

O presidente russo declarou o mês de abril como um mês de férias. Putin queria evitar suscitar o medo ou pânico na população, mas os russos foram para os parques mais próximos fazer piqueniques.

De acordo com o jornal russo The Moscow Times, além da guerra russo-georgiana em 2008, esta é a primeira vez em 20 anos que Putin não gere pessoalmente uma grande crise nacional.

ZAP //

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