Violência voltou às ruas em greve geral contra reforma das pensões na Grécia

Mais de 50.000 pessoas saíram esta quinta-feira às rua na Grécia para protestar contra a reforma das pensões, num dia de greve geral, marcada por incidentes, que paralisou o país.

As duas principais centrais sindicais da Grécia convocaram para esta quinta-feira uma greve geral em protesto contra a reforma das pensões, proposta pelo governo do Syriza, de esquerda radical, e exigida pelos credores internacionais.

Com manifestações com cerca de 40.000 manifestantes em Atenas e 14.000 em Salónica, a mobilização popular é a maior desde a chegada ao poder, há um ano, do primeiro-ministro Alexis Tsipras.

Um número recorde de sindicatos e associações participou nos protestos. Agentes de seguros, veterinários, advogados, agricultores e médicos desfilaram ao lado dos funcionários públicos e de inúmeros trabalhadores do sector privado.

Em Atenas, registaram-se incidentes à margem das manifestações, quando alguns grupos de jovens lançaram cocktails Molotov, tendo sido depois rapidamente dispersados com gás lacrimogéneo. Um jornalista foi agredido, segundo a AFP, tendo sido hospitalizado.

Esta é a terceira vez que Tsipras, eleito a prometer acabar com os programas de austeridade dos credores internacionais, enfrenta uma greve geral.

Em julho passado, o governo grego viu-se obrigado a aceitar um desses programas, em troca de um empréstimo de 86 mil milhões de euros.

As manifestações contaram com sensivelmente o dobro dos participantes dos protestos do passado mês de novembro, e perto de três vezes mais que em dezembro.

Os transportes urbanos, ferroviários, aéreos e marítimos, bem como os táxis, sofreram perturbações. Muitos estabelecimentos comerciais estiveram fechados, para condenar uma reforma que atinge em cheio os trabalhadores independentes, bem como os agricultores.

Estes últimos estão desde 22 de janeiro acampados nas principais estradas e bloqueiam desde segunda-feira os postos fronteiriços com a Bulgária e a Turquia.

matthew_tsimitak / Flickr

Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia

Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia

Exigida pelos credores, a reforma de Alexis Tsipras visa gerar 1,8 mil milhões de euros de poupança ao Estado (cerca de 1% do PIB).

O projeto do Governo prevê aumentar as contribuições sociais e baixar o limite das reformas mais elevadas de 2700 para 2300 euros, e cria uma reforma mínima de 384 euros.

Alexis Tsipras, acusado por muitos gregos de os ter traído, defende esta reforma para evitar que “o sistema entre em colapso”, embora prometendo tudo fazer para poupar os mais vulneráveis.

ZAP

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