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André Ventura vai lançar movimento para destituir Rui Rio

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André Ventura / Facebook

André Ventura, candidato PSD/CDS à Câmara de Loures (dir)

O vereador do PSD em Loures André Ventura vai lançar na próxima semana o movimento Chega, para substituir Rui Rio na liderança e colocar o partido no “espetro ideológico do centro-direita português”.

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Em comunicado, André Ventura afirma que o movimento “tem como grande objetivo a eleição de uma nova liderança do PSD e a apresentação, a todas as distritais do partido, de um documento global de compromisso com os valores da social-democracia portuguesa, ao arrepio do que tem promovido a direção” de Rui Rio, presidente eleito em janeiro.

O candidato social-democrata à câmara de Loures acrescentou que, “já na próxima semana” será criado “um espaço ‘on-line’ para que todos os militantes e simpatizantes possam inscrever-se”, explicou.

Em seis frases tipo palavra de ordem, Ventura afirma ser necessário dizer “chega” de “compromissos e servilismo com a esquerda e com a extrema-esquerda” ou ainda de “guerrilha constante contra os militantes, candidatos e dirigentes do PSD”, que atribui à direção de Rui Rio.

O movimento proposto por André Ventura defende ainda que “chega de neutralidade ideológica em temas fundamentais como as minorias, o casamento homossexual ou a eutanásia” ou ainda a de “dar a mão ao Bloco de Esquerda no aumento de impostos, alguns deles completamente disparatados” como a taxa para travar a especulação imobiliária, batizada pelo CDS como “taxa Robles”.

Ventura pretende, igualmente, “evitar a contínua sangria de militantes históricos do PSD” como Santana Lopes, que criou um novo partido, Aliança, ou António Martins da Cruz, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, cuja desfiliação foi noticiada na sexta-feira.

O vereador da Câmara de Loures tem sido uma das vozes mais críticas contra a liderança de Rio. Já na semana passada, Ventura André Ventura disse conseguir recolher as 2.500 assinaturas necessárias para a realização de um congresso destitutivo.

  ZAP // Lusa

2 Comments

  1. Diz o homem: “Ventura afirma ser necessário dizer “chega” de “compromissos e servilismo com a esquerda e com a extrema-esquerda””. Claro… pela religião dele é um sacrilégio o que o Rio está a fazer como presidente do PPD! Em primeiro lugar, estão as ideologias ligadas ao fanatismo partidário de extrema-direita deste e dos seus seguidores e depois estão os benefícios a favor do Povo que é quem paga a estes grunhos o que andam a mamar… Toca a dizer “chega” e a criar uma nova direcção virada exclusivamente para o fascismo com a ajuda do CDS… Estes dois partidos, em vez de coligações, deviam fundir-se num só.

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