Ventura admite não ter dados sobre casos de “subsidiodependência” em Portugal

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José Coelho / Lusa

André Ventura, presidente do Chega, durante uma ação de campanha eleitoral na cidade de Aveiro.

André Ventura, presidente do Chega, durante uma ação de campanha eleitoral na cidade de Aveiro.

Embora a “subsidiodependência” seja uma das bandeiras do Chega, André Ventura admitiu não ter dados sobre o número de casos em Portugal.

A chamada “subsidiodependência” é uma das bandeiras do partido de André Ventura, que faz questão de alertar regularmente para o problema. Voltou a ser o caso esta terça-feira numa ação de campanha realizada em Aveiro.

O presidente do Chega falou sobre o combate às atribuições indevidas do Rendimento Social de Inserção (RSI), mas quando questionado pelos jornalistas sobre o número de casos de “subsidiodependência no país”, Ventura disse não ter quaisquer dados.

“Como é que quer que eu tenha dados concretos sobre pessoas que recebem o RSI e que não devem? É você que os tem? As pessoas só veem e sabem que é assim. Sabemos quantas pessoas recebem RSI. Não sabemos, infelizmente, quantas pessoas recebem indevidamente”, disse André Ventura, citado pelo Público.

Como tal, o líder do Chega argumenta que é preciso “fiscalizar a sério” a atribuição deste tipo de apoios.

“Ainda bem que estamos em Aveiro, que foi precisamente o distrito e a cidade que recebeu um terrorista durante vários meses e a pagar um rendimento da Segurança Social“, disse Ventura, referindo-se a Hicham el Hafani que viveu em Portugal e foi detido por suspeitas de terrorismo em França em 2016.

“Isto num país que diz que os subsídios são todos bem empregues e é gente que é pobre e precisa de ajuda”, acrescentou.

No novo programa com 100 medidas para o país, recentemente divulgado, o partido quer impor trabalho comunitário obrigatório como uma das condições de acesso ao subsídio de desemprego, por exemplo.

“Precisamos que quem recebe dinheiro dos nossos impostos trabalhe. Ou há um mercado capaz de absorver — infelizmente não o temos —, estas pessoas que receberem, tendo saúde e idade, podem ajudar a contribuir para o bem público. Na verdade somos nós que lhes pagamos a prestação, portanto é justo que trabalhem para a comunidade”, justificou.

  ZAP //

3 Comments

  1. esta lenga-lenga da subsidiodependencia faz-me lembrar as queixas de Hitler sobre os judeus. alguem tem de ser responsabilizado pelos nossos males – para um eram o Judeus, para outro são os beneficiários do RSI.

    • Acho um exagero da sua parte este tipo de comparações que para mim só tem um objetivo…ferir a imagem de alguém seja esse alguém quem for.
      Existe esse problema apontado pelo Ventura…se vive em Portugal deve saber que é verdade.

  2. Se estão a receber indevidamente e não são fiscalizados quem saberá… Ou deveremos dizer que são “todos” bandidos? Claro que não!
    Quem pode, deverá viver do seu trabalho e não parasitar a nossa sociedade!

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