Venezuela torna obrigatória dose de reforço contra a covid-19 a cada quatro meses

Os venezuelanos vão ter que receber, a cada quatro meses, uma dose de reforço contra a covid-19, anunciou Nicolás Maduro esta quarta-feira.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou esta quarta-feira que os venezuelanos vão ter que receber, a cada quatro meses, uma dose de vacinação de reforço contra a covid-19.

“A partir de agora e até novo aviso, até que se descubram medicamentos que curem o coronavírus como mais uma gripe, (…) ou até que chegue o momento que se produza uma vacina que dê ao corpo imunidade total por muito tempo, vamos ter de aplicar vacinação de reforço de quatro em quatro meses”, disse.

Maduro falava num discurso ao país, transmitido pela televisão estatal venezuelana, em que fez o balanço dos dois anos da aplicação da quarentena preventiva da covid-19 no país.

“Toda a população deve submeter-se à vacinação de reforço para que possamos continuar a controlar o coronavírus e continuar com as nossas atividades sociais, económicas, etc”, frisou o governante.

Maduro explicou que o Governo venezuelano “fez das tripas coração” para conseguir as vacinas, com a ajuda da Rússia, China e Cuba. Por outro lado, precisou que a Venezuela “avança na vacinação de 100% da população com mais de 18 anos” e que a taxa de vacinação entre a população de 2 aos 17 anos de idade é de 60%.

“Não podemos baixar a nossa guarda. Um dos elementos-chave desta etapa em que entrámos no controlo elevado do coronavírus é a vacinação”, sublinhou Maduro.

“A Venezuela é o primeiro país do mundo que decidiu cientificamente aplicar a vacinação de reforço quatro meses após a segunda dose da vacina principal”, disse. “Em 2021 aplicámos as doses principais das vacinas, agora é a vez do reforço”, sublinhou o Presidente.

De acordo com dados divulgados pelas autoridades venezuelanas, o país contava, na terça-feira, com 518.750 casos de covid-19 e 5.661 mortes associadas ao novo coronavírus desde o início da pandemia.

Desde março de 2020 que a Venezuela está em confinamento preventivo, que inicialmente foi muito restritivo. O país passou a aplicar, a partir de junho de 2020, um sistema de sete dias de flexibilização, seguidos de sete dias de confinamento rigoroso.

Desde novembro de 2021 que a quarentena se mantém de maneira flexibilizada.

Em 3 de janeiro deste ano, a Venezuela iniciou a aplicação da dose de reforço das vacinas russa Sputnik V e da chinesa Sinopharm.

Perante a ameaça da sexta vaga, o CEO da Pfizer aconselhou, recentemente, a administração de quartas doses da vacina. Albert Borla fez saber que caso a Europa e os Estados Unidos se deparem com uma nova vaga será necessária a administração de uma nova dose de reforço.

O responsável explicou ainda que a farmacêutica está a trabalhar na criação de uma vacina que “proteja não só contra todas as variantes, incluindo a Ómicron, mas também que consiga proteger as pessoas por pelo menos um ano“.

  ZAP // Lusa

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