Um ano após as autárquias, mais de 240 eleitos já abandonaram os seus cargos

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Portuguese_eyes / Flickr

Câmara Municipal de Alenquer

Apesar das desistências, os homens continuam em larga maioria, com as mulheres a representarem apenas 39% dos autarcas eleitos em funções. 

Cerca de um ano após os portugueses se terem deslocado às urnas para eleger os seus autarcas, já se registaram substituições em pelo menos 240 dos eleitos, sendo o PS o partido cm mais movimentações. O número é avançado ao Público, que cita dados do Ministério da Administração Interna. Face ao número total de eleitos, 35.969, estamos perante aproximadamente 0,7% de saídas.

A mesma fonte lembra que à luz do artigo 234.º da lei orgânica n.º 1/2001, de 14 de agosto, são as “câmaras municipais comunicar a substituição de eleitos locais no prazo de 30 dias” após a substituição. No entanto, apesar da atualização mensal da informação por parte da secretaria-geral, é possível que o número de saídas possa ser maior.

O mesmo é confirmado pelo ministério liderado por José Luís Carneiro, já que a “taxa de resposta é distinta consoante se trate da comunicação do eleito presidente da câmara municipal ou da comunicação dos eleitos para os restantes órgãos“.

Através da análise feita pelo jornal Público é ainda possível perceber que a maioria dos detentores de cargos autárquicos que abandona as funções é homem, ou seja, dos 240 dos eleitos que renunciaram, 143 eram eleitos do sexo masculino e 93 do sexo feminino. Apesar das desistências, os homens continuam em larga maioria, com as mulheres a representarem apenas 39% dos autarcas eleitos em funções.

Os dados divulgados contabilizam, ao nível das câmaras municipais, presidente ou vereadores, ao passo que nas assembleias municipais são contabilizados todos os membros. Já nas juntas de freguesia são contabilizados os presidentes, secretários, tesoureiros e vogais. Nas assembleias de freguesia são também contabilizados os membros, sendo precisamente nestes órgãos que se registaram a maior parte das mudanças.

  ZAP //

1 Comment

  1. Se Bem entendo este bananal de nome portugal os partidos depois metem quem querem no lugar?
    Pergunto eu na minha imensa estúpidez depois de já ter visto isso na minha freguesia á uns anos atrás quando cá meteram um gajo que nem sabia onde é que isto ficava no mapa.
    Depois perguntam porque é que as pessoas não votam.
    Vivemos num sitio onde não se vota nas pessoas mas sim nos partidos, deve ser para quando tivermos alguma coisa a apontar se dissolver em nada.
    Dizia José Mário Branco “…a culpa é de todos e a culpa não é de ninguém … há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular …

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