Trump vai levantar o sigilo dos arquivos sobre assassinato de Kennedy

Walt Cisco, Dallas Morning News / Wikimedia

O presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, em Dallas, em 1963, na sua limousine ao lado da mulher, Jackie, poucos minutos antes de ser assassinado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou este sábado que vai retirar o sigilo dos arquivos sobre o assassinato do ex-presidente democrata John F. Kennedy, baleado durante uma visita a Dallas, no Texas, no dia 22 de novembro de 1963.

“Sujeito ao recebimento de informações adicionais, permitirei, como presidente, que sejam abertos os arquivos classificados e há muito tempo bloqueados de JFK”, disse Trump pelo Twitter, na sua habitual série de mensagens matutinas na rede social.

O Arquivo Nacional tem até à próxima quinta-feira para decidir quais dos 3.100 documentos sigilosos sobre o assassinato de Kennedy podem ser publicados e quais devem ser mantidos em segredo.

Mas Trump é quem tem a autoridade final para decidir sobre a publicação dos arquivos ou mantê-los guardados por mais 25 anos.

 

Segundo um porta-voz da Casa Branca, citado este sábado pelo Politico, os assessores de Trump estão a trabalhar para “garantir a publicação da maior quantidade possível desses arquivos na quinta-feira”.

Mas reconheceu que o governo está preocupado com o facto de que alguns registos desses arquivos não foram criados até a década de 1990 e que devem ser revistos para que a publicação dos arquivos não cause um “dano identificável” à segurança nacional.

Um funcionário do Congresso que acompanhou de perto o processo afirmou ao “Politico” que a Agência Central de Inteligência (CIA) pressionou Trump para impedir a publicação de alguns documentos, possivelmente para esconder os métodos de atuação do órgão ou a identidade de alguns espiões que possam ainda estar vivos.

“Suponho que o presidente possa mudar de ideia no último momento, mas, a não ser que o faça, não haverá uma publicação absoluta dessas informações. Veremos muitos arquivos na semana que vem, mas não todos, infelizmente”, disse a fonte, que pediu anonimato.

Quem questiona a versão oficial sobre o assassinato de Kennedy espera impacientemente a decisão de Trump, com a esperança de que os novos documentos possam esclarecer o maior mistério da história recente dos EUA.

Segundo o “Politico”, é possível que documentos datados da década de 1990 sejam publicados com censuras para evitar expor operações de inteligência relativamente recentes.

A maior parte dos 3.100 documentos sigilosos foi feito pela CIA, pelo FBI e pelo Departamento de Justiça. Uma lei de 1992 determina que sejam publicados totalmente na próxima quinta-feira, a não ser que Trump determine o contrário.

ZAP // EFE

PARTILHAR

RESPONDER

Já são conhecidos os nomeados aos Globos de Ouro. Netflix lidera com "O Irlandês" e "Marriage Story"

A cerimónia de entrega de prémios realiza-se a 5 de janeiro de 2020 no hotel Beverly Hilton, em Los Angeles, e será apresentada por Ricky Gervais. Já são conhecidos os nomeados à 77ª edição dos Globos …

Falhas na formação de médicos levam ministra a criar grupo de trabalho

A ministra da Saúde determinou a constituição de um grupo de trabalho para criar um manual de regras e procedimentos para a avaliação das capacidades de formação de médicos no SNS, depois de falhas apontadas …

Surto de sarampo leva Samoa a fechar escolas e serviços. Ativista anti-vacinação detido

Com o objetivo de conter o surto de sarampo que já matou 60 pessoas, o governo de Samoa está a pedir à população que coloque uma bandeira vermelha em frente às casas nais as pessoas …

Poluição do ar leva Sarajevo a cancelar todos os eventos públicos

As autoridades bósnias consideram que a poluição na capital do país, Sarajevo, atingiu níveis perigosos nos últimos dias. Perante a densa nuvem de nevoeiro que paira na cidade, o governo regional decidiu cancelar todos os …

A banana colada à parede que custou 108 mil euros foi comida

A banana mais cara do mundo, presa a uma parede com fita adesiva, foi descascada e comida por um artista que visitava o stand da galeria Perrotin, na feira de arte contemporânea Art Basel, nos …

Empresas norte-americanas reforçam domínio na venda global de armas

O Instituto Internacional de Estudos de Paz de Estocolmo (SIPRI) revelou esta segunda-feira que as empresas norte-americanas aumentaram o domínio no comércio global de armas em 2018, para 59% do volume total entre as 100 …

Faltam medicamentos para doenças crónicas nas Farmácias (e ninguém sabe porquê)

Há medicamentos para doenças crónicas que estão, constantemente, em falta nas Farmácias Portuguesas. Uma situação preocupante, sobretudo para os pacientes que deles precisam, e que não tem uma explicação. A Associação Nacional de Farmácias está …

Mais de dois mil coalas mortos devido aos incêndios na Austrália

O presidente da Aliança das Florestas do Nordeste da Austrália disse que os incêndios florestais que deflagram no leste do país, desde o início de novembro, provocaram a morte a mais de dois mil coalas. O …

Regionalização sem referendo é “golpe de estado palaciano”

Luís Marques Mendes falou este domingo, no habitual espaço de comentário político na SIC, sobre a regionalização, os "tempos difíceis para a direita", Greta Thunberg e Joe Berardo. Houve ainda tempo para falar sobre o …

China diz que detidos em Xinjiang estão "formados" e "vivem felizes"

Um alto quadro do regime chinês afirmou, esta segunda-feira, que os membros de minorias étnicas chinesas de origem muçulmana mantidos em "centros de treino vocacional" no extremo oeste do país já se "formaram" e levam …