Trump já assinou ordem executiva que repõe sanções contra o Irão

Kevin Dietsch / EPA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O Presidente dos Estados Unidos assinou a ordem executiva que prevê a reposição de várias sanções contra o Irão, afirmando que o objetivo político de Washington é impor uma “máxima pressão económica” sobre Teerão.

A ordem executiva é assinada três meses depois de Washington ter saído do acordo nuclear com o Irão e as sanções previstas no documento entrarão em vigor a partir da meia-noite (hora local em Washington).

O acordo nuclear foi assinado em 2015 entre o Irão e o grupo 5+1 (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha).

À exceção de Washington, os restantes continuam comprometidos com o protocolo, que previa o congelamento do programa nuclear iraniano em troca do levantamento de sanções económicas.

Num comunicado, o chefe de Estado norte-americano reiterou hoje que o acordo de 2015 foi “horrível e unilateral”, salientando que o protocolo acabou por proporcionar ao Governo iraniano o dinheiro necessário para promover um clima de conflito no Médio Oriente.

“Instamos todas as nações a tomar medidas que deixem claro que o regime iraniano enfrenta uma escolha: ou mudar o seu comportamento ameaçador, desestabilizador e a reintegrar-se na economia global, ou continuar num caminho de isolamento económico”, frisou Trump.

O Presidente advertiu igualmente que aqueles que não abandonarem os respetivos laços económicos com o Irão “correm o risco de sofrer severas consequências” à luz das sanções agora repostas.

Trump reiterou hoje igualmente a sua disponibilidade de firmar um novo acordo, “mais amplo”, com o Irão, um texto que não se limite ao programa nuclear iraniano.

Estou aberto para alcançar um acordo mais amplo que aborde todo o conjunto de atividades malignas do regime, incluindo o seu programa de mísseis balísticos e o seu apoio ao terrorismo”, disse Trump, citado num comunicado divulgado pela Casa Branca.

Antes da divulgação desta nota informativa, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, já tinha assegurado que as novas sanções contra o Irão vão ser impostas de forma rigorosa e que serão mantidas até que o Governo iraniano altere a sua política.

Em declarações aos jornalistas no seu regresso aos EUA, após uma deslocação ao sudeste asiático, Pompeo disse ainda que o restabelecimento das sanções constitui um importante pilar da política norte-americana face ao Irão.

Também hoje um alto funcionário da administração norte-americana precisou que a ordem executiva firmada por Trump volta novamente a penalizar o comércio do ouro, de metais preciosos e outros, incluindo alumínio e aço, mas também repõe sanções ao setor automobilístico iraniano.

O decreto presidencial proíbe igualmente transações financeiras relacionadas com o sistema ferroviário, impede a aquisição de dólares por parte de Teerão e prever a imposição de sanções a todos que comprarem ou facilitarem a emissão de dívida soberana iraniana.

Rohani responde

O Presidente do Irão, Hassan Rohani, respondeu ao seu homólogo norte-americano, afirmando ser insensato associar negociações a sanções e classificando a postura de Washington como “contraditória”. “Não se pode negociar ao mesmo tempo que há sanções”, disse.

Associar negociações a sanções é insensato. Impõem sanções às crianças iranianas, aos doentes e à nação”, disse o chefe de Estado iraniano, numa entrevista à televisão estatal iraniana, algumas horas antes da entrada em vigor das sanções norte-americanas.

“Aquele que fala em negociações tem de demonstrar que quer solucionar algo com as negociações”, sublinhou Hassan Rohani.

Na mesma entrevista, o chefe de Estado acusou ainda os EUA de quererem promover uma “guerra psicológica” contra o seu país. “Querem lançar uma guerra psicológica contra a nação iraniana e provocar divisões” entre os iranianos, disse o representante.

ZAP // Lusa

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