Trump guardou “cartas lindas” de Kim Jong-un

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Kevin Lim / The Straits Times / EPA

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o Presidente do EUA, Donald Trump, dão um aperto de mão na “cimeira histórica” em Singapura

Donald Trump levou consigo cartas do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, quando terminou o mandato, em vez de as enviar para os Arquivos Nacionais e Administração de Documentos.

A entidade que trata dos e-mails, das cartas e de outros documentos de trabalho dos ex-presidentes norte-americanos teve de ir à Florida recuperá-los.

De acordo com o Jornal de Notícias, no final do mando, qualquer chefe de Estado deve enviar todos os documentos para os Arquivos Nacionais e Administração de Documentos (NARA, na sigla em inglês).

Mas, ao deixar a Casa Branca, o bilionário republicano decidiu levar várias caixas consigo para a sua residência em Mar-a-Lago, na Florida, anunciaram os NARA.

As caixas possuíam, de acordo com jornal The Washington Post, presentes de líderes estrangeiros, uma carta do antecessor Barack Obama, mas também várias cartas escritas por Kim Jong-un.

Donald Trump, o primeiro Presidente dos EUA a reunir-se com um membro da dinastia Kim, tinha uma conhecida relação epistolar com o líder norte-coreano.

Escreveu-me cartas lindas, são cartas lindas. Nós apaixonámo-nos“, disse o então chefe de Estado norte-americano a apoiantes, em setembro de 2018.

Em meados de janeiro, os NARA “organizaram a repatriação de 15 caixas que continham documentos presidenciais” da propriedade de Donald Trump na Florida para Washington, disse a entidade à agência de notícias AFP.

“Estes documentos deveriam ter sido enviados aos Arquivos pela Casa Branca no fim da Administração Trump, em janeiro de 2021″, apontam.

No entanto, alguns documentos ainda não foram recuperados. De acordo com os NARA, “representantes do ex-Presidente continuam à procuram de registos presidenciais”.

Na última semana, a instituição já havia revelado que Donald Trump costumava rasgar alguns dos documentos de trabalho, outra prática contrária a uma lei de 1978.

Algumas folhas de papel enviadas aos NARA foram “reconstruídas com fita adesiva” por “funcionários de gestão de registos da Casa Branca”, indicaram, anotando que outros deixaram como as encontraram.

  ZAP //

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