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Trump e Biden unem forças para criticar a China e querem uma economia “made in America”

Brainstorm Health, Gage Skidmore / Flickr

Joe Biden, Donald Trump

O clima entre o atual presidente dos EUA e o candidato democrata tem sido tenso nos últimos tempos, ou não fossem eles rivais na corrida às presidenciais. Agora Trump e Biden unem forças para criticar a China, que é oponente económico, tecnológico e geopolítico dos Estados Unidos.

Durante o seu discurso, Joe Biden não mostrou intenção de criar vínculos com o país asiático, assinalando no seu programa económico o regime chinês como um rival. Apesar de frequentemente discordar do seu adversário, Donald Trump partilha agora da mesma opinião, e pretende reduzir ao mínimo os acordos bilaterais que unem atualmente as economias das duas potências.

O atual presidente dos EUA pretende enaltecer a economia e a tecnologia americana, mostrando que o país é capaz de ser uma potência independente, realça o Expresso.

“Fabricaremos as nossos abastecimentos cruciais nos Estados Unidos, criaremos créditos fiscais para a economia made in America, traremos os nossos postos de trabalho de volta para os EUA e vamos impor deveres às empresas que deixem os Estados Unidos para criar empregos na China e noutros países”, garante Trump durante o seu discurso.

O discurso anti-China inclui “pôr fim à nossa dependência da China, porque não podemos depender deles e não quero que construam a força militar que estão a construir com o nosso dinheiro”, acrescentou o Presidente norte-americano.

Surpreendentemente, Joe Biden concordou com as palavras de Trump, e diz que está consciente das perdas significativas que a classe média trabalhadora dos Estados Unidos têm tido, devido à desindustrialização no país.

Na corrida à Casa Branca, o candidato democrata promete “mão dura” contra os “abusos comerciais” do gigante asiático e revela a importância dos EUA “recuperarem as cadeias de fornecimento essenciais”. Desta forma o país não deverá depender da Pequim “ou de nenhum outro para a produção de bens essenciais em tempos de crise”.

De acordo com o Expresso, as declarações de Biden distanciam-se muito daquilo que foi dito em 2001 por si, após ter visitado a China, “Os Estados Unidos dão as boas-vindas à emergência de uma China próspera e integrada no cenário global. Esperamos que esta seja uma China que joga de acordo com as regras”. Passados quase 20 anos, a opinião do democrata mudou drasticamente.

Joe Biden descreve agora Xi Jiping como “um tipo” sem “um único osso democrático no seu corpo” – remata o Expresso.

  ZAP //

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