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Há três anos que não nasce nenhum pinguim imperador na segunda maior colónia do mundo

Nos últimos três anos, não nasceu nenhuma cria na segunda maior colónia de pinguins imperadores da Antártida. A previsão para o futuro da espécie é desanimadora.

Normalmente, entre 15 mil a 24 mil casais de pinguins imperadores deslocam-se para Halley Bay para reproduzirem e chocar as suas crias, contudo, segundo um estudo publicado no Antarctic Science, desde 2016 que nenhuma ave desta espécie nasce neste local.

Há 60 anos que não era registado uma falha desta escala na reprodução de uma espécie”, lamenta o autor do estudo, Phil Trathan. “Não é normal um falhanço destes acontecer numa colónia tão grande.”

Através de imagens de satélite, é possível observar que muitos destes pinguins mudaram-se para uma colónia diferente, perto de Halley Bay, contudo, os cientistas estão preocupados por constatar que esta espécie estava tão vulnerável naquele que era considerado um dos locais mais seguros para estas aves. “Estes locais não são tão seguros como anteriormente pensávamos”, concluiu Phil Trathan.

O novo local recebeu cerca de 14 mil pares em 2018, e apesar de serem números animadores, não chegam para compensar os números da Halley Bay. “Nem todos os espécimes transitaram para este novo local.” O que mais preocupa os cientista é que Halley Bay é um dos locais mais frios do continente e “onde se esperava sempre encontrar os pinguins”, disse Trathab.

Segundo David Ainley, um ecologista marinho e especialista em pinguins, este não é uma situação que deva causar demasiado alarme, uma vez que os pinguins não morreram, apenas estão a procurar um novo local para nidificar.

Contudo, isto quer dizer que encontrar locais para esta espécie reproduzir irá ser cada vez mais complicado. Trathab estima em cerca de 8% da população mundial de pinguins imperadores a quantidade que acasalava em Halley Bay.

Especialistas atribuem as culpas desta queda acentuada da população do local às alterações climáticas que estão a destruir as plataformas de gelo onde as aves nidificam. Segundo um estudo de 2014, a população de global de pinguins imperadores vai reduzir-se pelo menos 19% até 2100.

  ZAP //

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