Euribor a 12 meses positiva pela primeira vez desde 2016. Prestações vão subir

As taxas Euribor subiram esta terça-feira a três, seis e 12 meses, no prazo mais longo para terreno positivo pela primeira vez desde fevereiro de 2016.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu, esta terça-feira, ao ser fixada em 0,005%, pela primeira vez positiva desde 5 de fevereiro de 2016 e mais 0,035 pontos do que na segunda-feira, contra o atual mínimo de sempre, de -0,518%, verificado em 20 de dezembro de 2021.

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, também avançou esta terça-feira, para -0,320%, mais 0,014 pontos do que na segunda-feira e um novo máximo desde agosto de 2020, contra o mínimo de sempre, de -0,554%, verificado em 20 de dezembro de 2021.

No mesmo sentido, a três meses, a Euribor avançou para -0,433%, mais 0,002 pontos e um novo máximo desde agosto de 2020, contra o mínimo de sempre, de -0,605%, verificado em 14 de dezembro de 2021.

As Euribor têm estado voláteis, mas sob pressão, desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro, depois de terem começado a subir mais significativamente desde 4 de fevereiro, após o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido à subida da inflação na zona euro.

A evolução das taxas de juro Euribor está intimamente ligada às subidas ou descidas das taxas de juro diretoras BCE.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses entraram em terreno negativo em 21 de abril de 2015, 06 de novembro de 2015 e 5 de fevereiro de 2016, respetivamente.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

A subida das taxas Euribor tem um impacto direto nos custos de financiamento bancário, podendo levar a um aumento significativo do valor das prestações de todos os empréstimos contraídos por famílias e empresas — nomeadamente, no valor da prestação mensal relativa à compra de habitação.

  ZAP // Lusa

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