Escola suspende aulas de Educação Física por falta de funcionários

Os alunos da Escola Básica e Secundaria de Canelas, em Vila Nova de Gaia, vão ficar sem aulas de Educação Física devido à falta de funcionários.

Artur Vieira, diretor do agrupamento, explicou ao jornal Público que os 1342 alunos da Escola Básica e Secundária de Canelas, em Vila Nova de Gaia, vão ficar sem aulas de Educação Física, já a partir desta segunda-feira. “A escola é muito grande e não posso pôr em causa a segurança dos alunos”, disse, sublinhando o problema da escassez de funcionários, que afeta a maioria dos agrupamentos escolares do país.

Dos 21 funcionários que estão ao serviço da escola, restam apenas 13. “Tenho oito funcionários de baixa ou atestado médico e a situação tende a agravar-se porque as pessoas já não são novas e começam a ficar muito cansadas”, explica Artur Vieira.

Desta forma, a falta de assistentes operacionais faz com que a escola seja obrigada a suspender as aulas de Educação Física e, ainda, a reduzir o funcionamento da biblioteca e da reprografia.

“Continuaremos a permitir que os alunos marquem as senhas de refeição, mas fotocopiar os testes, por exemplo, deixará de ser possível”, avisa Artur Vieira, para sublinhar que, “com a coordenadora dos assistentes operacionais prestes a ser internada também”, a prioridade foi “afetar o mínimo possível o normal funcionamento das aulas”.

No que diz respeito às aulas de Educação Física, os alunos desta escola “terão de ficar na sala, em aulas teóricas ou a ver um filme relacionado com desporto”.

O insuficiente número de assistentes operacionais nos 811 agrupamentos escolares do país é uma preocupação que se arrasta há já vários meses e até anos. Filinto Lima, diretor da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), diz-se muito preocupado com o facto de mais escolas terem de alterar o seu funcionamento normal devido a esta problemática.

Além disso, destaca o responsável, os problemas não se prendem apenas com a escassez de funcionários, como também com a demora na sua substituição. “Há funcionários que estão em casa meses e anos e que as escolas não conseguem substituir.”

Ao contrário do que acontece com os professores, no caso dos funcionários não existe qualquer mecanismo de substituição. A única coisa que os diretores das escolas podem fazer é requerer à tutela a respetiva substituição. No caso desta escola de Canelas, “o delegado regional está consciente do que se passa, mas, infelizmente, o seu poder de decisão está minimizado”, conclui Artur Vieira.

ZAP //

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