Especialistas do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças reuniram-se nos EUA. Quase 200 pessoas ficaram infectadas.
Sim, ainda há notícias sobre a COVID-19. E sim, ainda há surtos.
Este é mais curioso e “saltou” para as notícias porque teve origem numa conferência que reuniu… epidemiologistas.
No final de Abril, um hotel em Atlanta reuniou 1.800 especialistas do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), a agência de Saúde dos EUA.
Este centro tem como prioridades a protecção da saúde pública no país e foi muito comentado durante a pandemia, por causa dos seus constantes alertas e das suas orientações.
Mas, desta vez, foi o CDC a ser afectado.
O jornal Los Angeles Times relata que, pelo menos, 181 pessoas foram infectadas pelo coronavírus.
Os organizadores do evento realizaram um inquérito a 1.443 participantes e 13% contaram que testaram positivo, dias depois da conferência.
Praticamente todos os infectados receberam, pelo menos, uma dose de vacina. Quase 25% tomam medicamentos antivirais para ajudar a tratar a infecção.
Durante a conferência, a utilização de máscara era facultativa – mas não recomendada. Quase 75% dos participantes não utilizaram máscara.
Este inquérito mostrou que, quando mais tempo uma pessoa esteve no hotel, maior a probabilidade de ficar infectada: risco de infecção foi 70% maior nas pessoas que estiveram três ou mais dias, em comparação com os restantes.
Apesar do contágio elevado, nenhum participante precisou de ser hospitalizado por causa da COVID-19.
O CDC aproveitou este contexto para reforçar que este surto e as suas consequências leves mostram que as vacinas e os tratamentos antivirais protegem as pessoas de doenças graves.
Coronavírus / Covid-19
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