45% dos portugueses só acredita voltar à normalidade no verão

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Quase metade dos portugueses acredita que só poderá voltar à sua vida normal no verão, de acordo com uma sondagem feita pelo ICS/ISCTE.

Numa sondagem do ICS/ISCTE, para o Expresso e a SIC, a maioria dos inquiridos (45%) acredita que só no verão poderá voltar à sua vida normal. 18% estão mais otimistas, dizendo que o fim das restrições vai acontecer já no final de abril. Por outro lado, 17% prevê que isso só vai ocorrer no fim do ano e 4% só esperam mesmo a normalidade daqui a um ano ou mais.

Relativamente ao tempo que esperam aguentar este “novo estilo de vida”, uma parte significativa dos participantes (25%) não se compromete. 27% dizem estar preparados até ao final de abril e 32% até ao verão. Porém, a percentagem cai para os 8% face à eventualidade de terem de se aguentar até ao fim do ano ou durante um ano ou mais.

De acordo com o semanário, 44% dos inquiridos dizem que ainda não sentiram sinais de cansaço, afirmando mesmo que tem sido “relativamente fácil” lidar com esta situação do estado de emergência.

31% assume que tem sido “relativamente difícil” aguentar as restrições e apenas 8% admitem que está a ser “muito difícil”. Há ainda 16% que diz que tem sido “muito fácil”.

64% acha que a população está a reagir “de forma adequada” às medidas impostas pelo Governo, 25% considera que os portugueses não estão a levar os riscos “suficientemente a sério” e 10% acha que tudo não passa de um exagero, estando “a levar os riscos demasiado a sério”.

Dois terços concordam com estado de emergência

Mais de dois terços dos portugueses concordam com a declaração do estado de emergência devido à pandemia e consideram boas ou razoáveis as medidas do Governo para lidar com a situação.

Na sondagem da Eurosondagem, para o Porto Canal e o jornal i, 77,2% dos inquiridos afirmam concordar com a declaração do estado de emergência, contra 5,2% que discordam e 17,6% que tem dúvidas ou não sabe responder.

Quanto às medidas do Governo português para combater a pandemia do novo coronavírus, 48% considera serem boas e 24,8% razoáveis, enquanto 10% acha que são más e 17,2% tem dúvidas ou não ou quer responder.

Sobre o impacto da crise da Covid-19 na economia e no emprego, a esmagadora maioria dos entrevistados (80%) não tem dúvidas de que vai ser muito grande (69%) ou grande (11%). Neste ponto, 7,2% dos inquiridos consideram que o impacto não será muito grande e 12,8% tem dúvidas ou não sabe ou quer responder.

O estudo da Eurosondagem foi realizado a partir de 710 entrevistas telefónicas validadas, realizadas entre os dias 20 e 23 de março.

Além dos órgãos de comunicação já referidos, o estudo foi feito também para o Açoreano Oriental, Correio do Minho, Diário de Aveiro, Diário de Coimbra, Diário Insular, Diário de Leiria, Diário de Notícias da Madeira, Diário de Viseu e Oeiras Actual e Postal do Algarve.

ZAP // Lusa

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