Sete piratas informáticos detidos pela PJ, entre eles o fundador do TugaLeaks

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Sete pessoas foram detidas esta quinta-feira pela Polícia Judiciária por crimes de sabotagem informática, dano informático, acesso ilegítimo e acesso indevido a diversos sistemas informáticos do Estado e também de empresas do setor privado, revelou a PJ.

A TSF avança que, na sequência da operação da PJ, foi detido Rui Cruz, fundador do site TugaLeaks.

Rui Cruz / Facebook

Rui Cruz, fundador do site TugaLeaks

Rui Cruz, fundador do site TugaLeaks

As detenções ocorreram após a Diretoria de Lisboa da PJ, em articulação com o Gabinete do Cibercrime da Procuradoria-Geral da República (PGR), desenvolver em vários pontos do território nacional, uma vasta operação de combate à criminalidade informática e tecnológica, designadamente à atividade ilícita conhecida como “hacktivismo“.

Na operação “Caretos” participaram 70 funcionários especializados, tendo a mesma visado apurar as responsabilidades criminais de grupos de cidadãos envolvidos, de forma reiterada, em crimes dessa natureza.

Entretanto, a PGR anunciou que a operação envolveu duas dezenas de buscas domiciliárias e uma a um órgão de comunicação social.

Segundo a PJ, a investigação iniciou-se em abril de 2014, tendo-se, agora, após recolha de informação e de material probatório, desenvolvido com a realização de 24 buscas domiciliárias e a detenção de sete presumíveis autores, um deles de sexo feminino.

Os detidos têm entre os 17 e os 40 anos e residem nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Serão agora submetidos a primeiro interrogatório judicial, no qual serão sujeitos à aplicação das medidas de coação adequadas.

Além das detenções, foram, ainda, constituídos 14 arguidos, face ao seu envolvimento nos factos delituosos.

A operação permitiu a apreensão de dezenas de sistemas informáticos, que serão objeto de análise forense digital a efetuar pelo departamento especializado da Polícia Judiciária.

“A atividade destes grupos centrava-se no ataque frequente e lesivo a sistemas informáticos institucionais, públicos e privados, sendo que as consequências práticas do cometimento destes tipos de crimes conduzem à inesperada inoperabilidade institucional dos mesmos, com os prejuízos daí resultantes”, refere a PJ

Nos casos de sistemas informáticos privativos do Estado Português, os ataques provocaram, segundo a PJ, uma “clara afetação da sua imagem, quanto a matérias de fiabilidade e segurança”.

“Este tipo de criminalidade tem, ainda, um efeito erosivo sobre a confiança dos cidadãos nas estruturas nacionais da rede internet, prejudicando a sua credibilidade, nível de segurança e funcionamento regular, bem como comprometendo uma maior e mais segura adesão aos serviços nas redes de informação, processamento e comunicação”, conclui aquela polícia.

A PJ revela que prossegue as investigações, para apurar a natureza e a extensão das ligações criminosas destes grupos.

/Lusa

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