Seis novos sauditas indiciados na Turquia pela morte de Khashoggi

pomed / Flickr

O Jornalista saudita Jamal Khashoggi

Os seis sauditas, indiciados a alguns dias do segundo aniversário do homicídio, não se encontram na Turquia e devem ser julgados à revelia.

O procurador de Istambul indiciou, esta segunda-feira, seis novos sauditas suspeitos de envolvimento na morte do jornalista dissidente Jamal Khashoggi em 2018.

O procurador pediu uma pena de prisão perpétua para dois dos suspeitos implicados e cinco anos para os restantes quatro arguidos, pelo seu envolvimento no assassínio e desmembramento de Khashoggi no consulado saudita de Istambul a 2 de outubro de 2018, avançaram os meios de comunicação turcos.

Os seis sauditas não se encontram na Turquia e devem ser julgados à revelia.

A 3 de julho um tribunal de Istambul iniciou o julgamento à revelia de 20 outros sauditas, incluindo dois suspeitos próximos do príncipe herdeiro da Arábia Saudita Mohammed ben Salmane, também indiciados pelo seu presumível envolvimento na morte.

Entre estes 20 acusados, dois são identificados pelos investigadores turcos como os mentores do crime: Saoud al-Qahtani, um ex-conselheiro do príncipe herdeiro, e o general général Ahmed al-Assiri, um antigo número dois dos serviços de informações sauditas.

Khashoggi, um colaborador do The Washington Post e crítico do regime saudita após ter estado próximo dos círculos do regime, foi assassinado e o seu corpo desmembrado em outubro de 2018 no consulado da Arábia Saudita em Istambul, onde se deslocou para recuperar um documento. Tinha 59 anos, e os seus restos nunca foram encontrados.

A morte de Khashoggi originou uma das mais graves crises diplomáticas na Arábia Saudita e degradou a imagem do príncipe herdeiro Mohammed ben Salmane, designado “MBS”, apontado por responsáveis turcos e norte-americanos como o principal mandante da morte.

Após ter negado o assassínio e avançado com diversas versões dos factos, Riade afirmou que foi cometido por agentes sauditas que atuaram sem terem recebido ordem dos seus superiores.

Na sequência de um processo opaco na Arábia Saudita, cinco sauditas foram condenados à morte em dezembro e três outros a penas de prisão pelo assassinato, num total de 11 pessoas indiciadas. Não foi emitida qualquer acusação contra al-Qahtani, enquanto al-Assiri foi absolvido.

No início de setembro, um tribunal de Riade anulou o seu veredicto final das penas de morte pronunciadas e condenou os cinco sentenciados a 20 anos de prisão, e três outros a penas de entre sete e 10 anos de prisão.

Este veredicto surgiu após os filhos de Jamal Khashoggi terem decidido em maio conceder o seu perdão aos executores do crime.

Lusa // Lusa

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