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Ryanair vai contestar todas as decisões favoráveis ao plano da TAP

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A companhia aérea irlandesa confirmou que vai contestar todas as decisões favoráveis ao plano de reestruturação da TAP.

Esta semana, ficou a saber-se que a Ryanair avançou com uma nova queixa no Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) por causa do apoio estatal de 462 milhões de euros à TAP, autorizado pela Comissão Europeia.

Esta acontece depois de, no ano passado, a companhia aérea irlandesa ter visto o tribunal europeu dar-lhe razão na primeira queixa que fez contra a transportadora portuguesa, relativa ao apoio estatal de 1200 milhões de euros.

Apesar dessa apreciação do Tribunal de Justiça, a Comissão Europeia voltou a autorizar, em julho, essa ajuda estatal de 1200 milhões, mas decidiu abrir uma investigação aprofundada.

Agora, confirmou o jornal online Observador, a Ryanair vai recorrer dessa decisão de Bruxelas e vai contestar todas as decisões favoráveis ao plano de reestruturação que se vierem a verificar.

“A Ryanair vai contestar o plano de reestruturação da TAP e vai enviar comentários à Comissão Europeia – que já expressou dúvidas sobre o plano – nas próximas semanas. Vamos recorrer de qualquer decisão da Comissão Europeia de aprovar o plano de reestruturação da TAP porque é discriminatório e recompensa a TAP por anos de prejuízos e má gestão financeira”, explicou fonte oficial da companhia low-cost ao jornal.

“A Ryanair vai continuar a sua campanha para promover a igualdade de condições de concorrência em Portugal para todas as companhias aéreas que estão a criar emprego e a trazer milhões de visitantes ao país”, disse ainda.

Tal como recorda o jornal digital, a TAP não é caso único. A companhia aérea liderada por Michael O’Leary tem vários processos a correr no Tribunal de Justiça da UE contra outras transportadoras, como a KLM, a Air Condor e a Finnair. Até agora, a Ryanair já apresentou 16 ações na justiça contra as ajudas concedidas pelos Estados às companhias aéreas nacionais.

  ZAP //

1 Comment

  1. Tem toda a razão. Com a sua habitual panelinha, a União Europeia, não pode premiar uma gestão desastrosa da TAP em detrimento de outras companhias com muito melhores preços e que são agentes de grande desenvolvimento do nosso país.

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