Rússia. 5 funcionários morrem num teste de explosão de mísseis

A agência nuclear russa Rosatom anunciou que uma explosão num local de testes de mísseis matou cinco funcionários. Numa cidade próxima, o ensaio deixou os níveis de radiação em valores 20 vezes mais elevados do que o normal.

Em comunicado, a agência nuclear disse que o acidente de quinta-feira, numa instalação militar secreta, também deixou três funcionários com queimaduras e outros ferimentos.

O acidente ocorreu no extremo norte da região de Arkhangelsk, durante o teste a um motor a jato de propelente líquido. Segundo o comunicado do Ministério da Defesa, uma explosão provocou um incêndio.

De acordo com a nota, a equipa da agência Rosatom estava a fornecer suporte técnico e engenharia para a “fonte de energia isotópica” do motor que estava a ser testado.

As primeiras informações fornecidas por fontes militares não faziam qualquer referência à presença de combustível nuclear e descreviam os níveis de radiação como “normais”. Mas as autoridades da cidade vizinha de Severodvinsk relataram que os níveis de radiação subiram após a ocorrência, avança a France-Presse (AFP), citada pela Raw Story.

As autoridades da cidade, que se encontra a 30 quilómetros do local de testes, disseram na quinta-feira que os sensores automáticos de deteção de radiação na cidade “registaram um ligeiro aumento nos níveis de radiação” por volta do meio-dia.

Valentin Magomedov, um representante da defesa civil, disse à agência de notícias TASS, que na quinta feira os níveis de radiação subiram para 2,0 microsieverts por hora — o que excede o limite permitido de 0,6 microsieverts. As autoridades acabariam por esclarecer que este valor não apresentava riscos para a saúde pública.

Durante a quinta-feira, a cobertura mediática do acidente levou a que moradores de Severodvinsk acorressem às farmácias para comprar iodo, que pode ser usado para limitar os efeitos da exposição à radiação.

“As pessoas começaram a entrar em pânico; numa hora, todos os medicamentos de iodo ou que tivessem iodo estavam esgotados”, contou a farmacêutica Yelena Varinskaya à AFP.

A Administração de Portos do Ártico Ocidental — autoridade marítima russa —, anunciou na quinta-feira que seriam proibidos navios em Dvina Bay durante um mês. A baía situa-se no Mar Branco, perto da área militar onde ocorreu a explosão, avança o The New York Times.

De acordo com o The Guardian, a medida levanta especulações de que a água estava contaminada ou que uma trabalho de investigação ia ser lançado. Contudo, na sexta-feira, os media russos noticiaram que um navio especializado para recolha e armazenamento de resíduos nucleares líquidos tinha navegado na área.

O local de testes de Nyonoksa, no Mar Branco, é usado para testar mísseis instalados em submarinos e navios nucleares desde a era soviética.

A União Soviética viu o pior acidente nuclear do mundo acontecer no seu território, em Chernobyl na data de 1986. Na altura as autoridades competentes tentaram encobrir a gravidade do desastre.

DR, ZAP //

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