Rui Rio quer explicações de Santana Lopes sobre Santa Casa no setor financeiro

Estela Silva / Lusa

O ex-presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio

O candidato à liderança do PSD pediu ao seu adversário que explique “tintim por tintim” a ideia de envolver a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa no setor financeiro.

“Não faço ataques pessoais, mas peço explicações ‘tintim por tintim’ daquilo que aconteceu”, afirmou, ao discursar este sábado à tarde em Viseu, numa sessão com militantes.

Rui Rio lamentou ter-se sabido que, “em plena crise bancária, o então provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Santana Lopes, escreveu ao Governo disponibilizando-se para pôr dinheiro da Santa Casa da Misericórdia nos bancos para ajudar a limpar as imparidades”.

“É algo que vos digo com sinceridade que não posso concordar”, frisou.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silvaafirmou, em entrevista à Antena 1, que a “ideia de que a Santa Casa podia ter um papel no setor financeiro é uma ideia avançada pelo dr. Santana Lopes”.

“A colocação do Montepio nesse leque de hipóteses foi colocada pelo Governo, não pelo dr. Santana Lopes”, acrescentou ainda o governante, precisando que a possibilidade de a Santa Casa se envolver na área financeira surgiu “há quase dois anos, numa altura que se vivia o momento mais difícil” no setor.

Rio disse ser “muito crítico da forma como a banca foi gerida em Portugal durante anos e anos, com erros graves, os maiores dos quais no grupo Espírito Santo”.

“E se eu sou crítico à forma como tivemos de usar dinheiro público dos nossos impostos para tapar erros cometidos na banca, menos posso aceitar que aquela parte do dinheiro público que é destinada ao combate à pobreza, a fazer misericórdia, esteja disponível para ir meter no sistema bancário”, acrescentou.

Na sua opinião, “no sistema bancário, a diferença entre dizer que se quer meter no Novo Banco ou que se quer meter no Montepio” não é muita.

“O problema do Montepio, as imparidades do Montepio, não decorrem de qualquer ação social, decorrem na mesma de crédito concedido a quem não se deveria ter concedido crédito, a começar pelo próprio grupo Espírito Santo”, afirmou.

Em declarações aos jornalistas, Rui Rio disse que Santana Lopes, “em vez de procurar denegrir o adversário” e até o próprio cargo a que se está a candidatar, deve é dar explicações sobre este assunto.

Lusa // Lusa

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