Resgatar bebé que caiu num poço é “uma obra de engenharia quase impossível”

EPA / Malaga Fire brigades

O pequeno Yulen, de 2 anos, caiu por este poço em Totalán, Málaga.

É uma luta contra o relógio. O resgate do pequeno Yulen de 2 anos que caiu num poço em Málaga, Espanha, continua e sem sinal da criança. A operação é complicada e requer urgência, na esperança de que o menino ainda esteja vivo 48 horas depois de ter caído.

A equipa de resgate, que não parou durante a noite, conseguiu chegar aos 80 metros de profundidade do buraco por onde caiu Yulen, no domingo passado. Mas ainda não foi encontrado qualquer sinal da criança.

Neste momento, o resgate prossegue em duas frentes – por um lado, continua a retirar-se terra do buraco, e por outro, está a ser aberto um túnel paralelo com largura suficiente para que uma pessoa possa lá entrar para tentar chegar à criança. “Depois, seria feito outro buraco perpendicular para que se possa retirar o Yulen”, explica em declarações ao jornal El Español o mergulhador Fernando Raigal que participou no salvamento dos jovens que ficaram presos numa gruta, na Tailândia.

Este “é o método mais seguro”, acrescenta no El Mundo a sub-delegada do Governo de Málaga, María Gámez, destacando que “se está a fazer o máximo com os melhores” profissionais. “As tarefas são muito complexas dadas as dimensões do poço e a orografia do terreno que não é fácil para fazer chegar determinada maquinaria”, acrescenta.

Esta posição surge depois de terem surgido algumas críticas ao processo de resgate, nomeadamente feitas pelo autarca de Totalán, a localidade de Málaga onde se encontra o poço. Miguel Ángel Escaño destaca, também em declarações ao El Mundo, que “o que se está a fazer não é o mais adequado“, criticando o facto de não se ter feito “um diagnóstico da zona”.

“É preciso coordenar as tarefas protocolares, deixando as improvisações, e pensar se se perfura na vertical ou na horizontal”, frisa o autarca.

Certo é que a operação é complexa e vista por alguns como “uma obra de engenharia quase impossível“, como destaca o El Español.

Entretanto, surgem dúvidas quanto ao facto de o poço estar destapado. Uma tia de Yulen garante que o buraco costumava estar protegido. “Não se sabe porque é que a pedra não estava” no local no dia da trágica queda, diz em declarações divulgadas pelo El Mundo.

O empresário que abriu o poço, Antonio Sánchez Gámez, destaca no El Español que cumpriu todas as condições de segurança, mas apesar disso, admite algum nervosismo dada a situação delicada.

Irmão mais velho morreu inesperadamente aos 3 anos

A família da criança tem marcado permanentemente presença no local da queda e está a ser acompanhada por psicólogos. Até porque não é a primeira tragédia que vive.

Em 2017, os pais de Yulen perderam outro filho, de apenas 3 anos, de forma inesperada. A criança morreu devido a um ataque cardíaco.

O pequeno Olivier terá desmaiado na rua, a 23 de Abril de 2017. Acabou por ser assistido no hospital, onde fez exames e foi observado. Nada foi detectado e voltou para casa. 20 dias depois, acabou por morrer no seguimento de um ataque cardíaco.

Em Espanha, já há quem fale de uma “família amaldiçoada”.

SV, ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. espanha e portugal, estão amaldiçoados, por causa daquilo que fazem aos pobres dos touros. Onde é que já se viu fazerem espetáculo a torturar um pobre animal?

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