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Redução de 15% no consumo de gás será obrigatória “se a Rússia fechar a torneira completamente”

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Johanna Geron / EPA Pool

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen

A meta de redução do consumo de gás em 15% até à primavera, acordada pelos Estados-membros da União Europeia (UE), “só se tornará vinculativa se a situação se deteriorar e se a Rússia fechar a torneira completamente”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Em entrevista ao Diário de Notícias, publicada este sábado, classificou a meta como “um passo decisivo para fazer face à ameaça de [Vladimir] Putin de um corte total no fornecimento de gás”.

“Só no caso de um corte total do gás russo e de uma grave deterioração da situação é que a meta se tornaria vinculativa (…) numa decisão conjunta dos Estados-membros”, sublinhou, frisando: “espero sinceramente que a evolução da situação e as ações (…) nos mantenham no bom caminho sem ser necessário impor metas obrigatórias”.

Sobre Portugal, menos dependente do gás russo que outros países da UE, lembrou que o acordo foi viabilizado por todos os países, “mesmo os que, como Portugal, estão menos expostos ao gás russo”.

Mas, continuou, caso a meta de redução de gás se torne obrigatória, “serão tidas em conta as especificidades nacionais que podem implicar uma meta reduzida, em determinadas circunstâncias”.

Segundo Von der Leyen, a UE procura “parceiros energéticos mais fiáveis”. “Já temos níveis recorde de entregas de gás natural liquefeito (GNL) proveniente dos Estados Unidos. E estamos a receber cada vez mais gás da Noruega, dos Estados do Golfo, da Argélia ou do mar Cáspio. É crescente o número de países que (…) intensifica a respetiva produção. E os resultados são visíveis”, disse.

“Sabemos que Portugal está a trabalhar no aumento da sua capacidade de transbordo de remessas de gás natural liquefeito, através do porto de águas profundas de Sines, para outros Estados-membros, a fim de os ajudar a garantir um aprovisionamento suficiente de gás”, indicou.

Mas, apontou a responsável, “para explorar todo o potencial de Portugal e de Espanha, é necessário melhorar as interligações de gás entre a Península e o resto da Europa, que atualmente são limitadas e insuficientes”.

  ZAP //

1 Comment

  1. Senhora, com muita pena minha, pois acreditei ser uma pessoa diferente e com muitas qualidades, acho ser altura de deixar o lugar que ocupa na comissão europeia. A sua política de meter a Europa por caminhos que não convinham ao povo europeu, está a mostrar a toda a gente o quanto errada e insistente foi meter a Europa no meio de uma guerra que não nos diz respeito e que tem como consequência o agravar da situação económica de milhões de europeus. É altura de sair pelo próprio pé e não ter de ser empurrada pelo mal que esta a causar aos Europeus. Os europeus a que me refiro não são os europeus que se revêm em si…Estes, não tem as dificuldades do dia a dia que os demais que você também representa sentem, pois representam os grandes interesses. Obrigado

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