A “Rainha de França” Brigitte Macron recusa-se a ficar atrás do marido

Francois Mori / EPA

A primeira-dama de França, Brigitte Trogneux, assiste à tomada de posse de Emmanuel Macron

A primeira-dama francesa quer romper com o protocolo que a obriga a ficar atrás do marido nas cerimónias públicas e visitas de Estado, por considerar que se trata de uma regra antiquada e sexista.

A primeira-dama francesa, Brigitte Macron, está a ser acusada de agir como uma “rainha” por insistir em ficar ao lado do marido, e não atrás, durante as cerimónias públicas e visitas de Estado. A esposa de Emmanuel Macron quer romper com um protocolo que considera antiquado e sexista, avança o Telegraph.

De acordo com a rádio RTL, citada pelo jornal britânico, a primeira-dama já disse aos seus assistentes que não voltará a ficar atrás do marido nestas ocasiões. “Nos dias que correm, uma mulher não tem de ficar atrás“, terá dito.

Tristan Bromet, o chefe do seu staff, diz que esta mudança se justifica pela “conceção de casal que Brigitte tem com o marido: uma união moderna na qual a mulher é colocada no mesmo nível que o homem”.

A novidade não caiu muito bem a muitos franceses, que utilizaram as redes sociais para gozar com a decisão da primeira-dama e para lembrar que, no caso dos maridos, também é esperado que estes fiquem atrás nas cerimónias oficiais, como é o caso do Duque de Edimburgo, esposo da Rainha Isabel II de Inglaterra.

“Nós elegemos o seu marido, não a senhora, por isso, fique onde deve, por favor, querida”, comentou um utilizador, que comparou Brigitte com a Rainha Marie Antoinette. “Está confirmado: Brigitte Macron, não eleita, elegeu-se a si mesma Rainha de França”, diz outro utilizador no Twitter, também citado pelo jornal inglês.

As reações também surgiram no campo político. Numa referência à diferença de 24 anos do casal, Gilbert Collard, deputado de extrema-direita, disse que conseguia “imaginar Macron dois passos atrás de Brigitte, a chuchar no seu polegar presidencial“.

Segundo o Telegraph, é esperado que a primeira-dama, de 64 anos, aplique esta regra, já na próxima semana, durante a visita de Estado de três dias à China. Os primeiros sinais de que estaria descontente com o protocolo surgiram, em setembro passado, na ONU, quando se recusou a sentar-se na segunda fila destinada às esposas dos líderes mundiais.

ZAP //

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4 COMENTÁRIOS

  1. Que coisa tão estupida… Eu ando a achar cada vez que há uma tendência muito maior nas mulheres para serem complexadas, do que nos homens. Qualquer exemplo de mulher presidente ou Rainha, mostra os respectivos maridos conformadíssimos e até orgulhosos de vir atrás da sua ilustre mulher. Mas quando é uma mulher a ter esse papel… Epá não pode ser… As mulheres são “superiores”, mas é nos complexos.

    Que frustrada, meu Deus… Nunca tal se viu. Devem ser complexos da idade à mistura também. “Então agora o “fedelho” vai à minha frente? Isso é que era bom!” Frustrada e saliente. Ninguém a elegeu a ela. Se fosse ela a eleita, o marido vinha atrás e não chiava.. Mas ela sendo mulher vêm logo os movimentos de libertação feminina todos ao de cima.

    Só se coloca mal e só desprestigia o psiquismo e a mentalidade das mulheres, infelizmente. É a lei da acçao e da reacçao. Como foram tratadas com desigualdade durante muito tempo, agira as mulheres andam a tentar não a igualdade, mas o excesso de direitos e privilégios acima dos dos homens.

  2. Eu não sabia que o cargo de primeiro ministro elegiam o casal e não só um deles… (neste caso o marido, mas podia ser o contrário) Tudo serve para ser falada, coitada; Se fosse ao contrário eu diria: coitado.

  3. Mas afinal quem é que foi eleito 1º ministro de França foi Macron ou foi ele e a esposa? O que é que a senhora com ar autoritário terá que reivindicar para si se não faz parte do governo sequer, é melhor que fique em casa a remendar as meias do que vir fazer figura de parva perante a opinião pública, possivelmente até poderá já ser mania devido ao já avanço da idade!.

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